MST volta a ocupar terra da Embrapa em Petrolina e acusa empresa e governo de não cumprirem acordo para assentar famílias da região

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) voltaram a ocupar uma fazenda pertencente à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), localizada em Petrolina, a 713 quilômetros do Recife. Segundo a Folha de S. Paulo, o MST acusa o governo de não cumprir com os acordos estabelecidos após a ocupação do local em abril,…

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) voltaram a ocupar uma fazenda pertencente à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), localizada em Petrolina, a 713 quilômetros do Recife. Segundo a Folha de S. Paulo, o MST acusa o governo de não cumprir com os acordos estabelecidos após a ocupação do local em abril, durante a Jornada Nacional de Luta pela Terra e pela Reforma Agrária, conhecida como “abril vermelho”. A decisão de reocupar a área foi tomada em assembleia realizada no domingo (30).

Ainda conforme a reportagem, cerca de 1.550 famílias de trabalhadores rurais sem-terra ocuparam  a fazenda e tomaram posse da estrutura onde seria realizado o evento “Semiárido Show”, feira que tradicionalmente ocorre em agosto e que tem como objetivo apresentar novas tecnologias para os agricultores familiares. A feira costuma receber mais de 20 mil visitantes de diversos estados do Nordeste.

O MST acusou, em nota, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e a Embrapa de não cumprirem as reivindicações apresentadas pelo movimento durante as negociações em abril, incluindo o assentamento das 1.550 famílias na região. O MST também declarou que não permitirá a realização do “Semiárido Show” em Petrolina caso as questões essenciais da pauta não avancem.

“Sem acesso à terra, as famílias têm todo direito de protestarem, a criação de assentamentos no momento de reconstrução da economia do país poderia ser um forte instrumento de desenvolvimento local, a Embrapa Semiárido insiste em usar sua estrutura para fazer feirinha para o agronegócio e para o agronegocinho”, diz um trecho da nota. 

Procurada, a Embrapa disse que está apurando as informações e que emitirá um posicionamento oficial assim que a Diretoria Executiva da empresa definir a posição institucional.

Com informações do 247.

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