MST elege mais de 120 candidatos ligados ao movimento em todo o país, incluindo vereadores, vices e prefeito

Levantamento do MST mostra 42 candidatos sem-terra e 86 aliados (que não atuam no movimento, mas defendem suas pautas) eleitos. Entres os sem-terra, foram eleitos 38 vereadores, 3 vice-prefeitos e um prefeito

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) celebrou a eleição de mais de 120 candidatos apoiados em todo o país, incluindo vereadores, vice-prefeitos e prefeitos. Esta marca é fruto de uma ação organizada e inédita do movimento, que, pela primeira vez em sua história, estruturou uma campanha ampla para disputar as eleições municipais.

Conforme revelado pela coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o MST lançou cerca de 600 candidatos, entre assentados, acampados e simpatizantes. Em julho, os candidatos participaram de uma iniciativa inédita do movimento, que visava organizar e qualificar as campanhas eleitorais, proporcionando suporte estratégico e político. Essa mobilização reflete o crescimento e fortalecimento do MST no cenário político local, ampliando sua representatividade em várias regiões do Brasil.

Durante dias, eles tiveram aulas e oficinas com políticos e especialistas como Sidônio Palmeira, marqueteiro responsável pela campanha de Lula em 2022, Paulo Okamotto, presidente da Fundação Perseu Abramo, e Gleisi Hoffmann, presidente do PT

O levantamento ainda parcial do MST mostra 42 candidatos sem-terra (acampados e assentados) e 86 aliados (que não atuam no movimento, mas defendem suas pautas) eleitos. Entres os sem-terra, foram eleitos 38 vereadores, 3 vice-prefeitos e um prefeito.

Os candidatos ligados ao MST assumiram compromissos de campanha ligados às pautas do movimento, como apoio à democratização do acesso à terra e incentivo à produção agroecológica.

João Paulo Rodrigues, coordenador nacional do MST, afirma que considera que politicamente foi uma vitória, mas que eleitoralmente eles ainda têm muito a aprender.

Ele diz que os líderes sem-terra ainda precisam compreender melhor as diferenças das relações dentro de um assentamento ou de um acampamento para o contato com os eleitores, por exemplo.

“Se chamar um companheiro de assentamento para a luta, um dirigente do MST não terá uma surpresa quando chegar na hora. No caso do voto não acontece o mesmo”, diz Rodrigues.

Ele destaca Maíra do MST (PT), vereadora no Rio de Janeiro (RJ), e Emerson Giacomelli (PT), vereador mais votado em Nova Santa Rita (RS) e liderança das cooperativas produtoras de arroz, entre os que foram eleitos pelo movimento.

Rodrigues afirma que o MST planeja apostar em candidaturas em cidades universitárias, nas quais ele acredita que as pautas sem-terra têm mais adesão do que na média do país.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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