O Banco do Brasil terá 15 dias úteis para se manifestar sobre o reconhecimento da sua participação no tráfico de pessoas escravizadas durante o período da escravidão, bem como manifestar um pedido de desculpas.
Segundo a jornalista Miriam Leitão em sua coluna no Globo, a decisão foi definida na reunião entre o Ministério Público Federal e representantes do Banco do Brasil nesta sexta-feira (27). No mesmo prazo, o banco deverá se manifestar sobre o interesse da construção de um plano de reparação.
A reunião foi realizada para discutir o inquérito civil instaurado pelos procuradores para apurar as responsabilidades e a participação no banco na escravidão e no tráfico de pessoas negras no século 19.
Antes da reunião, o banco divulgou nota em que diz que o período escravista precisa ser analisado de modo completo, com a devida consideração do contexto histórico, social, econômico, jurídico e cultural do período em que se desdobrou a escravidão”. Os historiadores presentes no encontro criticaram a concepção do banco sobre o tema.
O banco deverá ainda apresentar que medidas pretendem adotar no curto prazo “em decorrência do eventual reconhecimento do seu papel na escravidão e no tráfico transatlântico, bem como manifestar-se sobre o financiamento de pesquisas sobre esse passado, além de medidas que pretende acelerar com vistas a racializar completamente a forma de pensar a sua própria estrutura”.





