MP diz que dois funcionários que trabalhavam em navio que bateu na Ponte Rio-Niterói viviam em condições análogas à escravidão

Largado à deriva, o graneleiro São Luís — navio que colidiu com a Ponte Rio- Niterói na última segunda-feira– foi alvo de uma operação do Ministério Público do Trabalho em novembro de 2021. Conforme informou o Globo online, a inspeção constatou que os dois funcionários que trabalhavam na embarcação estavam em condições análogas à escravidão. Na…

Largado à deriva, o graneleiro São Luís — navio que colidiu com a Ponte Rio- Niterói na última segunda-feira– foi alvo de uma operação do Ministério Público do Trabalho em novembro de 2021.

Conforme informou o Globo online, a inspeção constatou que os dois funcionários que trabalhavam na embarcação estavam em condições análogas à escravidão. Na operação, a empresa firmou um acordo para pagar R$ 162 mil de indenização, metade para cada funcionário.

Segundo relatório dos fiscais, os funcionários nunca receberam 13º, férias e não tinham a carteira assinada.

As condições de trabalho eram definidas como degradantes. Desde 2019, os geradores estavam inoperantes. Sem energia, os funcionários eram obrigados a circular pelas áreas internas da embarcação para fazer a manutenção usando apenas a luz dos seus celulares.

Comida e bebida eram armazenadas em caixa térmica de isopor sob gelo trazido por outro funcionário da empresa a cada 15 dias. Parte da comida encontrava estava com a validade vencida.

O auditor fiscal do Trabalho Alexandre Lyra, que autuou a Navegação Mansur, dona do navio, conta que foi recepcionado por um dos dois empregados do São Luiz que desceu a escada manualmente, porque não havia energia no gerador.

— Os dois funcionários usavam a iluminação de lanternas, esquentavam a água para tomar banho em baldes que passavam o dia no sol. Eles passavam meses dentro do navio, trabalhando de dia na manutenção e, à noite, na vigilância do convés para evitar a ação dos piratas. Eles não tinham condições de ficar ali. Era desumano — comentou.

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