MP denuncia Augusto Melo e pede indenização de R$ 40 mi ao Corinthians por Caso Vai de Bet

Presidente afastado do Corinthians é acusado de lavagem de dinheiro, associação criminosa e furto

O Ministério Público (MP) denunciou o presidente afastado do Corinthians, Augusto Melo, nesta quinta-feira (10), por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e furto qualificado. A denúncia, resultante de uma investigação da Polícia Civil no Caso Vai de Bet, alega que Melo, juntamente com outros envolvidos, subtraiu R$ 1,4 milhão e usou empresas de fachada para lavar o dinheiro. Caso a denúncia seja aceita pelo juiz, Melo será formalmente processado e poderá enfrentar uma condenação. O MP também solicitou que, em caso de condenação, os acusados indenizem o clube paulista em R$ 40 milhões, valor que engloba a quantia desviada e a multa rescisória com a antiga patrocinadora do clube, a PixBet.

A defesa de Augusto Melo, liderada pelo advogado Ricardo Jorge, rebateu as acusações, alegando que a denúncia carece de clareza e fundamentação técnica. Em nota, a defesa afirmou que a acusação apresenta uma narrativa genérica, sem uma descrição precisa dos fatos, comprometendo o exercício da ampla defesa e do contraditório.

Além de Melo, outros indivíduos também foram denunciados, incluindo Marcelo Mariano e Sérgio Moura, ex-diretores do clube, e Alex Cassundé, empresário que atuou como intermediário no contrato com a casa de apostas. Todos são acusados de se associar para cometer os crimes de furto e lavagem de dinheiro, com o objetivo de dissimular a origem dos valores desviados.

O Caso Vai de Bet envolve um contrato de R$ 360 milhões firmado entre o Corinthians e a casa de apostas Vai de Bet, rescindido unilateralmente pela empresa em junho de 2024. O acordo, que previa pagamentos mensais de R$ 700 mil à intermediadora Rede Media Social Ltda., foi investigado após a descoberta de pagamentos suspeitos e de empresas de fachada envolvidas no esquema. A Polícia Civil concluiu que os envolvidos usaram essas empresas para desviar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro, sendo um dos destinos finais da quantia a UJ Football, empresa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações seguem, e as defesas dos acusados devem apresentar suas versões sobre os fatos nos próximos dias.

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