Após nove dias internada no CTI, morreu na manhã deste sábado, às 9h22, a menina Heloísa dos Santos Silva, de 3 anos. Ela estava internada desde 7 de setembro, no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, após ser atingida por um tiro na cabeça em uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Arco Metropolitano, na altura de Seropédica.
Segundo o boletim médico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, Heloísa sofreu uma parada cardiorrespiratória irreversível. Na última quarta-feira (13), o estado de saúde de Heloísa, que já era considerado gravíssimo, havia piorado. Ela foi reanimada 6 minutos após uma parada cardíaca.
A PRF emitiu uma nota de pesar. “Solidarizamo-nos com os familiares, neste momento de dor, e expressamos as mais sinceras condolências pela perda”, disse. A instituição informou ainda que a Comissão de Direitos Humanos segue acompanhando a família “para acolhimento e apoio psicológico”.
No primeiro depoimento dos policiais prestado à Polícia Civil, o agente da PRF Fabiano Menacho Ferreira admitiu ter feito os disparos de fuzil que atingiram a menina.
Eles seguiram atrás do veículo, ligaram o giroflex e acionaram a sirene para que o condutor parasse. Disse que, depois de cerca de 10 segundos atrás do veículo, escutaram um som de disparo de arma de fogo e chegaram a se abaixar dentro da viatura.
Fabiano Menacho disse que, então, disparou três vezes com o fuzil na direção do Peugeot porque a situação o fez supor que o disparo que ouviu veio do veículo da família de Heloísa.
Os outros agentes, Matheus Domicioli Soares Viegas Pinheiro e Wesley Santos da Silva, confirmaram a versão do colega.
Desde o primeiro momento, a família disse que o tiro partiu do carro da PRF.
Com informações do G1





