Ministério Público pede nova perícia por suspeita de que policiais rodoviários tenham atirado mais de três vezes no carro onde estava a menina Heloísa

Por suspeita de que mais tiros podem ter sido disparados pelos agentes da Polícia Rodoviária Federal, no carro onde estava Heloísa dos Santos Silva, de 3 anos, o Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro pediu nova perícia, desta vez a ser feita pela Polícia Federal. Heloísa morreu neste sábado (16), em consequência dos disparos…

Por suspeita de que mais tiros podem ter sido disparados pelos agentes da Polícia Rodoviária Federal, no carro onde estava Heloísa dos Santos Silva, de 3 anos, o Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro pediu nova perícia, desta vez a ser feita pela Polícia Federal. Heloísa morreu neste sábado (16), em consequência dos disparos dados contra o carro que estava com sua família, em 7 de setembro, no Arco Metropolitano.

0 agente da PRF Fabiano Menacho Ferreira, autor dos disparos, afirmou que atirou três vezes contra o carro da família da vítima. Um deles entrou na altura da nuca da menina e atingiu a cabeça.

“Pelas fotografias tiradas pelos agentes, mostram mais tiros do que consta no laudo da Polícia Civil. Nós precisamos saber exatamente a posição, a trajetória das balas”, afirmou o coordenador do Núcleo Externo da Atividade Policial do MPF-RJ, procurador da República Eduardo Benones.

Benones acha necessário que novas perícias sejam feitas no carro e nas armas dos agentes, não só nos fuzis. Mas, nas pistolas também.

Os agentes tiveram a prisão preventiva pedida pelo MPF.

Os policiais afirmaram que atiraram no veículo porque verificaram que era roubado e que teriam ouvido um tiro. A família nega que qualquer tiro tenha sido dado e afirma que não sabia que o carro que tinham comprado era roubado.

“Tem um agravante: ainda que o veículo seja um veículo roubado ou furtado, quando você toma uma atitude dessa, o que você fez no balanço dos valores foi valorizar mais a propriedade que é o carro do que a vida humana. Isto é muito grave”, diz Benones.

Heloísa dos Santos Silva morreu às 9h22 deste sábado (16). Ela estava internada desde o dia 7 de setembro, no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, após ser ferida na abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Arco Metropolitano. Foram 9 dias no CTI.

Segundo o boletim médico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, Heloísa sofreu uma parada cardiorrespiratória irreversível

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