O bispo emérito de Duque de Caxias Dom Mauro Morelli morreu, aos 88 anos, na madrugada desta segunda-feira. Dom Morelli faleceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, onde estava internado nos últimos dias. Em nota, a Diocese de Duque de Caxias, lamentou o falecimento do primeiro bispo da Diocese.
“Neste momento de dor e pesar, como Igreja Diocesana presente em Duque de Caxias e São João de Meriti, recorremos à proteção materna da Virgem Senhora do Pilar. Desejamos, ao perceber os sinais de esperança, expressar nosso louvor ao Deus sábio, amoroso e misericordioso que nos concedeu a graça de ter dom Mauro Morelli como nosso primeiro pastor. Com confiança na ressurreição, proclamamos em uma só voz: Vem, Senhor Jesus! Descanse em paz, dom Mauro!”, diz a nota.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também homenageou o bispo emérito e relembrou o seu trabalho de combate à desnutrição infantil.
“Dom Mauro Morelli foi um incansável expoente da luta contra a fome no nosso país. Primeiro presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, foi um dos responsáveis pelo projeto do Fome Zero e membro do Comitê Permanente de Nutrição da ONU. Dedicou sua vida aos ensinamentos do Cristo e o combate à desnutrição infantil. Soube, com grande tristeza, do falecimento desse grande amigo que lutava por um Brasil mais justo e solidário. Meus sentimentos aos irmãos de fé de Dom Mauro Morelli nesse momento de tristeza e despedida”, escreveu o presidente na rede social X (antigo Twitter).
Nascido em Avanhandava, no estado de São Paulo, e criado em Penápolis, Dom Mauro Morelli estudou Filosofia no Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, em Viamão, no Rio Grande do Sul, e Teologia na Saint Mary’s Seminary and University, em Baltimore, nos Estados Unidos, onde foi ordenado diácono em 3 de junho de 1964 e presbítero em 28 de abril de 1965.
Dom Mauro foi nomeado bispo auxiliar de São Paulo pelo Papa Paulo VI em 1974. Já em 1981, Morelli foi nomeado primeiro bispo da então recém-criada Diocese de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, pelo Papa São João Paulo II.
Com informações do GLOBO.





