O Rio de Janeiro perdeu neste sábado (20) uma de suas figuras mais emblemáticas. Álvaro Barros Moreira, eternizado como Álvaro da Camélia, morreu em casa, vítima de um infarto, aos 84 anos. Reconhecido como o florista mais famoso do Brasil, ele transformou a Camélia Flores, fundada há mais de um século, em um ícone do comércio carioca e referência em sofisticação, tradição e raridades florais.
Mais do que empresário, Álvaro era um personagem carismático. Transitava entre o comércio, o mundo artístico, o jornalismo e o futebol com naturalidade, sempre cultivando amizades e parcerias. Sua presença marcante tornou a floricultura da Rua do Rosário, no Centro do Rio, um ponto de encontro da vida cultural e social da cidade.
Um legado que continua na família
A Camélia Flores está sob a gestão da família Barros Moreira há mais de 50 anos. Hoje, os filhos Alvinho e Dudu dão continuidade ao negócio, ampliando a atuação e mantendo viva a tradição iniciada pelo pai. A loja, considerada a floricultura mais antiga da cidade, atravessa gerações sem perder o vínculo com sua essência.
Álvaro sempre se dedicou pessoalmente ao trabalho, mesmo após anunciar “aposentadoria” aos 70 anos. “Parar, não consigo. Todos os dias, às cinco da manhã, estou de pé”, disse em entrevista à imprensa na época, refletindo sua paixão pelas flores e pela rotina da loja.
Paixão pela imprensa e pelo futebol
Conhecido por sua generosidade com jornalistas, radialistas e apresentadores, Álvaro cultivava laços próximos com a mídia carioca. Era presença constante na Super Rádio Tupi, que prestou homenagem emocionada neste sábado:
“Era um grande amigo, participativo, incentivador. Nosso coração está partido”, destacou a equipe do programa Botequim do Mister.
Apaixonado por futebol, comunicação e pela vida social da cidade, Álvaro da Camélia se tornou uma figura querida no Rio de Janeiro. Sua partida deixa um vazio irreparável na memória afetiva, cultural e comercial da capital fluminense.






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