Nessa terça-feira (07/12), o candidato à presidência da República Sergio Moro divulgou em seu perfil de, pelo menos, três redes sociais:
“Estivemos em Paraisópolis, São Paulo, para conhecer o trabalho realizado com mais de mil crianças pelo Instituto Anglicano. Fomos recebidos pelo Reverendo Aldo e lideranças dedicadas ao projeto. A creche, uma das maiores do país, é um projeto social exemplar.”
Junto ao texto, a foto na qual aparece rodeado por 13 crianças, o reverendo Aldo Quintão e a mulher com um dos pequenos no colo.
Todos aglomerados, sem nenhum distanciamento social.
Também ninguém usa máscara, inclusive as 13 crianças
Do ponto de vista de saúde pública, uma irresponsabilidade.
As crianças foram expostas ao risco de infecção pelo novo coronavírus.
Afinal, a pandemia por covid-19 ainda não acabou e a mais nova variante – ômicron — já chegou ao Brasil.
A creche do Instituto Anglicano fica à rua José Pedro Carvalho Lima, no finalzinho da favela de Paraisópolis.
É próximo ao CEU Paraisópolis, quase chegando no Jardim Morumbi.
“As crianças tiveram os seus direitos violados”, denuncia o Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD).
Em representação protocolada na noite da mesma terça-feira na Promotoria de Justiça da Infância e da Adolescência da Capital do Ministério Público do Estado de São Paulo, o CAAD afirma:
“As crianças, além de serem utilizadas como agentes de campanha para o senhor Sérgio Fernando Moro em suas redes sociais, com candidatura publicamente declarada, estão expostas à situação de contágio pelo vírus covid-19 e suas variantes”.
Os integrantes do coletivo justificam:
“A utilização de crianças para fins de produção de material nitidamente com fins eleitoreiros, mesmo que tenha eventualmente sido autorizada por escrito por mãe/pais/responsáveis, fere os Princípios da Proteção Integral, doutrina adotada pelo ordenamento jurídico brasileiro em decorrência das garantias expressas no artigo 227 da Constituição Federal”.
COLETIVO PEDE APURAÇÃO DOS FATOS
Por isso, o coletivo de advogados pede ao Ministério Público a apuração dos fatos e a adoção de medidas legais aplicáveis ao caso do senhor Sergio Moro.
Solicita o mesmo em relação ao reverendo Aldo Quintão.
*Com informações do Viomundo, de Luiz Carlos Azenha






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