O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) declarou, em entrevista ao Estúdio I na tarde desta quarta-feira (10), que não receia o julgamento no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre sua atuação na Operação Lava Jato.
“Não tenho medo, eu fui juiz da operação Lava Jato, a gente desmontou o maior esquema de corrupção da história desse país”, afirmou Moro, como informa Andréia Sadi, no g1.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, marcou para a próxima terça-feira (16) o julgamento do relatório final da correição realizada pelo CNJ na Operação Lava Jato, anteriormente liderada por Moro.
Barroso, que também preside o CNJ, esperou a conclusão do julgamento no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que analisou possível abuso de poder econômico na campanha que elegeu Moro ao Senado. Por 5 votos a 2, a Corte eleitoral decidiu absolver o senador da cassação.
Sobre o contato com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) – conhecido crítico da operação Lava Jato – antes do julgamento, Moro explicou que não foi “pedir nada”, mas sim “estabelecer diálogo”.
“Nós conversamos, foi uma conversa acalorada, não vou entrar em detalhes, mas tudo que o ministro me falou teve suas respostas. A ideia é a gente olhar para frente”, acrescentou o senador.
Na terça-feira (9), por cinco votos a dois, os desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiram contra a cassação do mandato de Sergio Moro, em Curitiba. As duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) que solicitavam a cassação argumentavam que, durante a pré-campanha de Moro para a Presidência da República, ele cometeu abuso de poder político e obteve vantagem indevida em relação aos outros candidatos que disputaram a campanha ao Senado.





