Moraes nega que defesa de Bolsonaro tenha sido cerceada e diz que PF pode manter depoimento do ex-presidente para esta quinta (22)

Mais cedo, Bolsonaro informara, por meio de seus advogados, que não compareceria à Polícia Federal nessa quinta-feira

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu decisão nesta segunda-feira (19), na qual afirma que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve acesso integral aos autos da investigação em que ele é suspeito de participar de uma tentativa de golpe de Estado – exceto, afirmou o ministro, a diligências em andamento. Dessa forma, Moraes manteve o depoimento de Bolsonaro para esta quinta-feira (22), contrariando o pedido da defesa que pretendia adiar a oitiva. As informações são de César Tralli, na GloboNews.

“Não assiste razão ao investigado ao afirmar que não foi garantido o acesso integral à todas as diligências efetivadas e provas juntadas aos autos, bem como não lhe compete escolher a data e horário de seu depoimento”, afirma Moraes em sua decisão.

Dessa forma, conclui Moraes, “informe-se a Polícia Federal que inexiste qualquer óbice para a manutenção da data agendada para o interrogatório, uma vez que aos advogados do investigado foi deferido integral acesso aos autos”.

Mais cedo, Bolsonaro informara, por meio de seus advogados, que não compareceria à Polícia Federal nessa quinta-feira. Além do ex-presidente, foram intimados outros ex-integrantes do seu primeiro escalão no governo para que prestem depoimentos no mesmo horário. O objetivo é evitar a combinação de versões.

A defesa de Bolsonaro informara que ele só falaria  depois que tivesse acesso a todo o conteúdo dos celulares apreendidos durante os mandados de busca cumpridos no âmbito do inquérito. Na prática, seus defensores querem saber tudo que os outros investigados falaram sobre o golpe fracassado, sobre o próprio ex-presidente, assim como tomar conhecimento sobre qualquer mensagem atribuída ao antigo mandatário que possa ter sido armazenada nesses dispositivos dos aliados.

A convocação da PF foi marcada para três dias antes do ato chamado pelo ex-presidente para a Avenida Paulista, ocasião em que é esperado um contingente expressivo de simpatizantes da extrema-direita.

Com informações da Revista Fórum

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