* Felipe Amorim
Responsável pelo inquérito que envolve a trama golpista que culminou nos atos antidemocráticos de 8/1, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi ovacionado durante evento que marcou os dois anos da invasão dos poderes. Ao ser anunciado no Palácio do Planalto, Moraes foi aplaudido pelos presentes à cerimônia reservada.
Nomes da política fluminense integram a lista de convidados, como a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e os deputados Benedita da Silva, Lindbergh Farias, Reimont e Tarcísio Motta. Presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, não compareceram ao evento.
Mais cedo, a primeira-dama, Janja da Silva, declarou que o Palácio do Planalto foi “vítima do ódio” durante uma cerimônia em memória dos atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Em seu discurso, Janja enfatizou que o governo tem respondido aos ataques às sedes dos Três Poderes – promovidos por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – e às manifestações antidemocráticas e autoritárias com “união e solidariedade”.
O evento, realizado no Palácio do Planalto, marcou a reintegração ao acervo da Presidência de 21 obras de arte danificadas durante a invasão e posteriormente restauradas por especialistas. Durante a cerimônia, Janja destacou a importância da recuperação desses itens como símbolo de resistência e preservação cultural.
“O Palácio do Planalto, onde estamos hoje, foi vítima do ódio que estimula e continua estimulando atos antidemocráticos, falas fascistas e autoritárias. Para isso, a nossa resposta é a união, a solidariedade e o amor”, declarou a primeira-dama.
Ela também ressaltou que o Palácio e as obras presentes em seu acervo são patrimônio de todos os brasileiros, independentemente de diferenças políticas ou ideológicas.
“Somos brasileiros e brasileiras e devemos exaltar o que construímos juntos. O que temos é um legado que devemos proteger, cuidar e passar adiante para que as próximas gerações tenham a oportunidade de nos inspirar nas conquistas do nosso povo […]. Democracia sempre, cultura sempre”, afirmou.
Janja destacou ainda a necessidade de manter os atos de 8 de janeiro “na memória do país como um alerta de que a democracia deve ser defendida diariamente”.
“Memória é o antídoto contra as tentações autoritárias. Por isso, preservar o nosso patrimônio histórico é tão importante para sempre nos lembrarmos daquilo que fomos e dos caminhos que devemos trilhar para construirmos um amanhã em que todos os brasileiros tenham vez e voz”, declarou.
Durante o evento, a primeira-dama mencionou a relevância da arte e da cultura na resistência a momentos autoritários e citou a atriz Fernanda Torres como exemplo. A atriz foi recentemente premiada com o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Drama por sua atuação no filme Ainda Estou Aqui, em que interpretou Eunice Paiva, esposa do ex-deputado Marcelo Rubens Paiva, preso, torturado e morto pela ditadura militar.
* Da equipe do Blog do Ricardo Bruno em Brasília





