O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que dois policiais militares permaneçam 24 horas por dia na porta do quarto onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está internado no Hospital DF Star. A medida também proíbe a entrada de celulares, computadores ou qualquer dispositivo eletrônico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou no quarto hospitalar.
A decisão foi tomada pelo ministro ao autorizar a transferência de Bolsonaro para a unidade de saúde após ele apresentar problemas de saúde. O ex-presidente foi diagnosticado com um quadro de broncopneumonia aguda de provável origem aspirativa, segundo relatório médico divulgado pelo hospital.
Vigilância policial permanente
De acordo com a decisão judicial, a Polícia Militar do Distrito Federal deve manter vigilância permanente durante toda a internação. O pedido foi encaminhado ao núcleo de custódia do 19º Batalhão da PM.
No despacho, Moraes determinou que a corporação garanta a segurança do ex-presidente e do hospital, mantendo equipes de prontidão dentro e fora da unidade de saúde. A ordem estabelece que, no mínimo, dois policiais militares permaneçam posicionados na porta do quarto onde Bolsonaro está internado.
A Polícia Militar também foi incumbida de fiscalizar o cumprimento da proibição de entrada de aparelhos eletrônicos na UTI ou no quarto hospitalar. Na mesma decisão, o ministro revogou visitas previamente autorizadas ao ex-presidente.
Internação após mal-estar
Bolsonaro foi levado ao hospital após passar mal durante a madrugada, apresentando febre, crises de vômito e queda na saturação de oxigênio no sangue.
Segundo o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, os sintomas surgiram logo ao acordar. Em publicação nas redes sociais, ele informou que o pai estava sendo encaminhado para atendimento médico.
“Acabo de receber a notícia de que meu pai está a caminho do hospital, mais uma vez”, escreveu o senador.
Relatos preliminares indicam que Bolsonaro acordou com calafrios e episódios intensos de vômito. Diante da queda na oxigenação do sangue, médicos avaliaram que as instalações médicas do presídio onde ele estava custodiado não seriam suficientes para o atendimento adequado, o que levou à decisão de transferi-lo para o hospital em Brasília.






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