O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou, nesta segunda-feira (23), os pedidos feitos pelos irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão para que as promotoras Letícia Petriz e Simone Sibílio fossem arroladas como testemunhas na ação penal que julga os acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, conforme informações do colunista Ancelmo Gois, do Globo.
Entre as mais de 70 testemunhas listadas pela defesa dos irmãos Brazão, estavam os nomes das ex-promotoras do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro. O Gaeco foi a equipe designada para auxiliar nas investigações sobre a morte de Marielle Franco. A decisão de Alexandre de Moraes impede que essas ex-promotoras participem do processo como testemunhas de defesa.
Moraes concordou com os argumentos das promotoras para autorizar a dispensa. Elas afirmaram que a indicação para testemunho “busca discutir o crime que vitimou Marielle Franco, Anderson Gomes e Fernanda Chaves (assessora de Marielle)”.
Como se sabe, as duas promotoras faziam parte da força-tarefa do MP que investigava as mortes. Elas entraram no caso em setembro de 2018, meses após o crime, mas pediram dispensa em julho de 2021. À época, “interferências externas” teriam motivado a saída da dupla do caso.





