Ministros do Palácio do Planalto, como Alexandre Padilha e Paulo Pimenta, divergem da Polícia Federal e avaliam que Francisco Wanderley Luiz, autor do atentado com explosivos em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de quarta-feira, não tinha a intenção de cometer suicídio. Para eles, as imagens sugerem que ele se explodiu de forma acidental ao cair no chão após a segunda bomba detonar em sua mão. Antes disso, Francisco teria lançado uma primeira bomba em direção à estátua da Justiça, em frente ao STF.
Essa visão, divulgada por Igor Gadelha, do Metrópoles, contrasta com a análise da Polícia Militar do Distrito Federal e da Polícia Federal, que consideram que Francisco teria se deitado e acionado o explosivo intencionalmente. Em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (14), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que Francisco pretendia “matar” ministros do STF, com Alexandre de Moraes sendo o alvo principal. Rodrigues também ressaltou que o ataque não foi um episódio isolado e possui conexão com outras investigações, incluindo o inquérito dos atos golpistas de 8 de janeiro.
Essas divergências nas avaliações refletem diferentes interpretações sobre a motivação e as intenções do autor, que também tinha um histórico de mensagens com conteúdo político e religioso.





