Ministro diz que está na hora de “puxarmos a orelha da Petrobras” para que preços de gasolina e diesel caiam

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta sexta (17) que está na hora de “puxar a orelha” da Petrobras para que haja nova redução no preço de combustíveis. Ao fazer essa cobrança, Silveira citou a queda da cotação do petróleo no mercado internacional, o que deveria refletir no mercado brasileiro. Em 19…

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta sexta (17) que está na hora de “puxar a orelha” da Petrobras para que haja nova redução no preço de combustíveis. Ao fazer essa cobrança, Silveira citou a queda da cotação do petróleo no mercado internacional, o que deveria refletir no mercado brasileiro.

Em 19 de outubro, a Petrobras anunciou uma queda de 4,1% na gasolina e um aumento de 6,6% no valor do diesel. Desde então, o barril de petróleo do tipo brent (considerado referência no mercado internacional) recuou de US$ 92,38 para US$ 77,42 até esta última quinta-feira (16), uma queda de 16,19%.

— O último aumento da Petrobras já vai fazer 30 dias. Fiz essa manifestação à Casa Civil. É importante, respeitando a governança da Petrobras, respeitando a sua natureza jurídica. Mas já está na hora de puxarmos a orelha da Petrobras, de novo, para que ela volte à mesa e possa colocar com clareza — declarou Silveira.

Em maio, a diretoria executiva da Petrobras aprovou a nova política de preços para o diesel e a gasolina vendidos no Brasil. Esse novo modelo de precificação substituiu a chamada política de paridade de importação (PPI) – adotada no governo de Michel Temer.

Apesar de ainda considerar na precificação o preço internacional do petróleo, a nova política tem outros itens na formação de preços, como as condições de refino e logística no mercado brasileiro.

As vantagens econômicas da empresa, como frota própria de navios e hegemonia de mercado, foram justificativas usadas para a mudança.

Segundo a empresa, isso permitiu uma redução da volatilidade nos preços de gasolina e diesel. Esta política de preços, contudo, enfrenta críticas sobre sua transparência.

Com informações de O Globo

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading