Ministério Público do Rio torna réu segurança de loja Zara no Barra Shopping por abordagem racista de jogador do Volta Redonda

O segurança de uma loja Zara, marca interacional de roupas femininas e masculinas, localizada no Barra Shopping, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, se tornou réu pelo crime de racismo. Henrique Durães Bernardes foi acusado de seguir e impedir o jogador do Volta Redonda Guilherme Ribeiro Quintino Machado, de 20 anos, de deixar o local. O Ministério…

O segurança de uma loja Zara, marca interacional de roupas femininas e masculinas, localizada no Barra Shopping, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, se tornou réu pelo crime de racismo. Henrique Durães Bernardes foi acusado de seguir e impedir o jogador do Volta Redonda Guilherme Ribeiro Quintino Machado, de 20 anos, de deixar o local.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) também pediu à Justiça a suspensão do funcionamento da unidade da Zara pelo prazo de três meses.

A denúncia do promotor Alexandre Themístocles ressaltou que “a ação discriminatória foi motivada unicamente pela infundada suspeita decorrente da cor da pele do consumidor”.

“Ao se voltar contra pessoa de raça negra, sem qualquer justificativa plausível, dando-lhe tratamento constrangedor e humilhante, e que certamente não se dispensaria a outras pessoas, o denunciado impôs ao consumidor negro restrições de locomoção e exigências desarrazoadas, com potencial de causar-lhe odiosa inferiorização e perversa estigmatização”, narra a denúncia do MP.

Na ocasião, o jogador contou como foi a abordagem. “Fui abordado de forma totalmente ríspida, estava saindo de mãos vazias. Me senti constrangido e acuado naquela situação”, afirmou Guilherme.

Com informações do G1.

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