Ministério da Justiça admite falhas na fuga de presídio federal de Mossoró, mas diz não haver indícios de corrupção

Pela primeira vez, dois detentos escaparam de uma prisão de segurança máxima do governo federal e não foram recapturados

A Corregedoria-Geral da Secretaria Nacional de Políticas Penais, do Ministério da Justiça, reconheceu falhas após investigação sobre a fuga inédita de dois detentos da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) em fevereiro. Não foram encontrados “indícios de corrupção”, conclui a apuração.

Segundo a corregedora-geral, Marlene Rosa, foram identificadas falhas nos procedimentos de segurança, resultando em três processos administrativos disciplinares e termos de ajustamento de conduta para 17 servidores. Uma nova investigação preliminar sumária foi aberta para abordar as causas da fuga, com foco nos problemas estruturais da unidade federal.

Detalhes completos do relatório não foram divulgados para evitar prejuízos à nova investigação. Os fugitivos, Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça, mobilizaram uma força-tarefa para sua localização, envolvendo agentes da Força Nacional, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, além de cães farejadores.

Após 47 dias de busca, sem que os dois fossem capturados, a estratégia mudou para enfocar as ações de inteligência da Polícia Federal, enquanto as forças locais permanecem ativas.

Com informações da CNN Brasil

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