O Ministério da Defesa anunciou hoje o deslocamento de 800 militares para fortalecer a luta contra o garimpo ilegal na terra indígena Yanomami situada no Amazonas e em Roraima.
A medida faz parte da segunda etapa da Operação Catrimani, iniciada em abril e coordenada pelo Ministério da Defesa. A área protegida abrange uma extensão maior do que Portugal e abriga cerca de 27 mil indígenas.
Entre as medidas adotadas, está a contribuição para desativar a infraestrutura de apoio ao garimpo ilegal dentro da terra Yanomami. Além disso, os militares oferecerão suporte às iniciativas federais, como a Casa de Governo, vinculada à Casa Civil.
O governo federal, em março, editou medida provisória com crédito extraordinário de R$ 1 bilhão para realização de ações permanentes na terra Yanomami. Do montante, R$ 309,8 milhões foram destinados para o Ministério da Defesa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou emergência em saúde pública no começo de 2023 em decorrência do alto número de casos de pessoas desnutridas e com malária dentro do território protegido.
Segundo o próprio governo federal, o aumento de casos acontece em decorrência da presença de garimpeiros ilegais dentro deste território.
Estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pelo Instituto Socioambiental (ISA), e divulgado na semana passada, mostra que em nove comunidades Yanomami, 94% dos indígenas têm alto nível de contaminação de mercúrio no organismo. O metal pesado é utilizado nas áreas de extração de minérios para separar o ouro de impurezas.
Com informações do Metrópoles.





