Militares pró-Bolsonaro são afastados do GSI após doações via Pix para ex-presidente

Iniciativa arrecadou ao todo R$ 17 milhões para ex-mandatário

Militares do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) foram afastados de seus cargos após terem sido identificados como doadores em uma campanha de arrecadação via Pix para o ex-presidente Jair Bolsonaro. A iniciativa, que arrecadou cerca de R$ 17 milhões, tinha como objetivo auxiliar Bolsonaro a pagar multas e outras despesas judiciais.

Como informa Paulo Cappelli, no Metrópoles, após a descoberta das doações, feita por integrantes do governo Lula, os militares simpatizantes de Bolsonaro foram devolvidos aos seus respectivos quartéis. O Gabinete de Segurança Institucional não quis se manifestar sobre o caso.

O GSI ganhou destaque após os eventos de 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram o Palácio do Planalto. Na ocasião, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sugeriu que a equipe do então chefe do GSI, general Gonçalves Dias, teria facilitado o acesso dos invasores. Dias, um homem de confiança de Lula, foi exonerado e incluído em um inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

O governo tem minimizado a responsabilidade do general Gonçalves Dias, e especulações nos bastidores sugerem que a falha na segurança possa ter sido uma ação de sabotagem por parte de integrantes do GSI contrários ao presidente Lula.

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