Nove pessoas são investigadas por suspeita de integrar a milícia Gilson Ingrácio de Souza Junior, o Juninho Varão, apontada como responsável por extorquir moradores e controlar a administração de um condomínio em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A Polícia Civil realiza uma operação nesta quarta-feira (14) para cumprir dois mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão contra os suspeitos.
Segundo as investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), o grupo mantinha um esquema de cobranças ilegais no complexo residencial. O grupo criminoso cobrava uma taxa de R$ 70 aos moradores do conjunto, que tem cerca de 100 apartamentos.
Os moradores seriam ameaçados de violência e de expulsão das próprias casas caso não pagassem os valores exigidos. As extorsões somavam cerca de R$ 85 mil mensais.
Como o esquema funcionava
A apuração aponta que a organização criminosa tinha funções definidas para arrecadar o dinheiro, fiscalizar os pagamentos e prestar contas à liderança. O controle também se estendia à administração do condomínio, o que permitia ao grupo interferir na rotina dos moradores e explorar economicamente o conjunto residencial.
Entre os alvos estão Felipe Alves da Silva, o Felipinho, apontado como braço direito de Juninho Varão, com atuação no comando das cobranças, e Marcos Francisco dos Prazeres Júnior, o MJ, suspeito de executar ameaças e intimidações contra os residentes.
PM entre os alvos
Um policial militar da ativa também é alvo de mandado de busca e apreensão. De acordo com a investigação, ele teria influência na administração do condomínio, mantinha contato direto com integrantes da cúpula da milícia e participava da estrutura usada para intimidar os moradores.
A operação conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar e tem como objetivo atingir os setores financeiro e operacional do grupo.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos citados. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.







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