Os principais jornais internacionais repercutiram a vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os norte-americanos The New York Times e Washington Post, os espanhóis El País e El Mundo, o britânico The Guardian, os italianos La Repubblica e Corriere della Sera, os franceses Le Monde e Le Figaro, o português Diário de Notícias e os alemães Der Spiegel e Frankfurter Allgemeine destacaram o resultado na manchete dos portais online e enfatizaram a existência de um “Brasil dividido”.
As publicações destacaram a vantagem de Lula, tomado como “líder de esquerda”, por mais de 2 milhões de votos. Também reforçaram nas manchetes o fato de Lula conquistar a Presidência do Brasil pela terceira vez – feito inédito no país. Algumas publicações citaram a possibilidade de Bolsonaro questionar o resultado das urnas.
A manchete do americano The New York Times e as fotos e vídeos principais foram destinadas à eleição do Brasil e à vitória de Lula. “Brasil elege Lula, um ex-líder de esquerda, em rejeição a Bolsonaro”, diz o título. O texto destaca que o resultado mostra um “renascimento político impressionante para Lula – da presidência à prisão e vice-versa – que antes parecia impensável”.
O jornal também afirmou que Bolsonaro atraiu a atenção do mundo porque fez políticas que “aceleraram a destruição da floresta amazônica” e exacerbaram a pandemia. Segundo o jornal, o presidente “se tornou uma importante figura internacional da extrema direita por seus ataques impetuosos à esquerda, à mídia e às instituições democráticas do Brasil”.
O francês Le Monde destacou a manchete “Lula é eleito por uma pequena margem no segundo turno”. Logo nos primeiros parágrafos, a reportagem citou a frase do presidente francês, Emmanuel Macron, que disse que a eleição do petista “abre uma nova página na história do Brasil” . “Juntos, vamos unir forças para enfrentar os muitos desafios comuns e renovar o vínculo de amizade entre nossos dois países” , continuou. Em seguida, o jornal francês afirmou que havia dúvidas se Bolsonaro iria aceitar o resultado depois de “lançar ataques implacáveis às urnas eletrônicas”.
O alemão Der Spiegel colocou em seu título principal a vitória do petista e disse “muitos de seus seguidores associam Lula à era de ouro do Brasil, quando a economia cresceu devido aos altos preços das commodities e o governo tirou milhões de pessoas da pobreza com a ajuda de programas sociais”. Lembrou ainda que a eleição foi marcada por desinformação nas redes sociais.





