O diretor José Celso Martinez Corrêa, 86 anos, que está internado em estado grave na UTI do Hospital das Clínicas, será submetido a hemodiálise. A informação é da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.
O dramaturgo teve 53% do corpo queimado em um incêndio que atingiu o apartamento onde mora, no Paraíso, em São Paulo, na terça (4).
“Conversamos bastante com os médicos, o Zé está enfrentando as coisas, está precisando de medicamento, de suporte de ventilação, vai ter que filtrar o sangue com hemodiálise, mas ele está estável e vivo. Acho que a gente pode ficar com bastante esperança. Ele está vivo e tem toda a potência de superar as coisas e se regenerar”, diz a médica Luciana Domschke, em áudio enviado aos amigos do diretor.
Também atriz, Luciana é amiga de Zé Celso e acompanha rotineiramente a saúde do dramaturgo. Os familiares do diretor também foram informados pela equipe médica que o quadro dele é grave e passa por altos e baixos.
“Nos reunimos com a equipe médica, que nos alertou sobre o desenvolvimento do trauma. O estado é grave e o organismo passa por altos e baixos. O tempo é um fator importantíssimo. Esperamos que ele se mantenha estável nas próximas horas e dias”, escreveu João Batista, irmão de Zé Celso, em mensagem enviada aos amigos.
Outras três pessoas ficaram feridas no incêndio e seguem internadas. O ator Marcelo Drummond, marido de Zé Celso, inalou monóxido de carbono e está em observação. Também se machucaram os atores Victor Rosa e Ricardo Bittencourt.
“Foi um horror. Acordei com as labaredas e levei um tempo para entender que era fogo de verdade”, disse Bittencourt à coluna. Ele não chegou a se queimar, mas inalou monóxido de carbono.
Bittencourt contou que o incêndio começou no quarto do dramaturgo. “Provavelmente foi no aquecedor”, revela. Ele disse que encontrou o dramaturgo muito machucado no chão da sala, sendo arrastado por Victor para tirá-lo do fogo.
A Polícia afirma que trabalha em busca de evidências das causas do incêndio e solicitou exames ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML) para auxiliar na investigação.





