Máscara realista usada por advogado foi comprada na internet e custou R$ 1,8 mil; veja fotos

Luís Maurício Martins invadiu um apartamento de luxo em Niterói usando o item para esconder sua verdadeira identidade

A máscara de silicone realista usada pelo advogado criminalista Luís Maurício Martins Gualda foi comprada pela plataforma eBay e custou cerca de R$ 1,8 mil. Disfarçado com o acessório, além de terno e luvas, ele invadiu um condomínio de luxo em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, com o objetivo de furtar US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) que estariam escondidos em um dos apartamentos. Veja os detalhes:

As informações foram confirmadas pelo delegado Luiz Henrique Pereira, titular da 76ª DP (Niterói), responsável pelas investigações.

Após o crime, o advogado teria tentado esconder os vestígios apagando sua conta no eBay e cortando a máscara em pedaços para o descarte, jogando no lixo orgânico da lixeira do prédio.

Venda de máscaras realistas

A comercialização de máscaras como a utilizada pelo advogado não é proibida no Brasil. No entanto, o uso desses acessórios pode ser considerado ilegal quando associado à prática de crimes.

Para o especialista em segurança pública Nelson Andrade — policial civil aposentado do Rio de Janeiro e tutor da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) — o caso chama atenção pela sofisticação do método empregado.

“A população se surpreende com crimes tecnológicos porque, em geral, as pessoas de bem não compreendem como a tecnologia pode ser usada para o mal. Já os criminosos, se atualizam constantemente. Exemplos disso são os golpes envolvendo bancos, INSS e, recentemente, o uso de máscaras de silicone para furtos — um crime realista que impacta por sua audácia”, ressalta.

Relembre o caso

Em depoimento à polícia, Gualda afirmou ter cometido o crime a mando do empresário Alexandre Ceotto André, ex-candidato a vice-prefeito de Niterói. Segundo o advogado, foi Alexandre quem forneceu os dados sobre o imóvel e a rotina da vítima, que estava viajando no momento da invasão. Ele havia sido proprietário do apartamento anteriormente e conhecia a estrutura do local.

O crime aconteceu em fevereiro de 2025, em um apart-hotel no bairro de Gragoatá. Sem encontrar o dinheiro que esperava, Gualda furtou oito relógios de luxo, avaliados em cerca de R$ 90 mil.

A dupla foi indiciada por furto qualificado. A Justiça expediu, na manhã desta terça-feira (13), um mandado de prisão contra Alexandre, que agora é considerado foragido. O advogado, por outro lado, segue solto.

O advogado Carlos Torres, que representa o empresário, disse que só teve acesso ao inquérito na noite de terça-feira (13).

“Somente na data de hoje [14], a defesa irá estudar os meios legais para combater a prisão então decretada, pois a consideramos equivocada “, disse.

A reportagem tenta localizar a defesa de Luís Maurício Martins Gualda. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading