Marta Suplicy se encontra com prefeito de São Paulo na tarde desta terça (9); ela deverá ser demitida de secretaria por “quebra de confiança”

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) se reúne na tarde desta terça-feira (9) com Marta Suplicy, que deverá ser demitida por ele da secretaria de Relações Internacionais de São Paulo. Marta está à frente da pasta há três anos, mas sua situação ficou insustentável depois de ela ter se reunido nessa segunda-feira (8)…

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) se reúne na tarde desta terça-feira (9) com Marta Suplicy, que deverá ser demitida por ele da secretaria de Relações Internacionais de São Paulo. Marta está à frente da pasta há três anos, mas sua situação ficou insustentável depois de ela ter se reunido nessa segunda-feira (8) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. Está acertado que Marta voltará ao PT e será vice na chapa encabeçadas pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SPO, que disputará este ano a Prefeitura da capital paulista. Nunes tentará a reeleição.

O encontro desta terça foi marcado por Nunes. Ele alegará “quebra de confiança” da secretária, em função do encontro de ontem com Lula. Segundo aliados do prefeito, os dois marcaram de conversar pessoalmente às 17h, na sede da prefeitura.

Nunes soube do encontro de Marta com o presidente Lula, na última segunda (8), pela imprensa e, logo que a notícia veio à tona, seu entorno tentou entrar em contato com a ex-ministra, que não respondeu. Até então, o emedebista vinha minimizando a possibilidade de a aliada migrar para a campanha adversária. Sem saber do encontro com o petista, Nunes chegou a dizer na manhã de ontem que “tem confiança” em Marta, que, além de ser secretária de Relações Internacionais, era tratada como uma conselheira próxima ao prefeito.

O prefeito ainda não comentou o fato de a secretária ter aceitado o convite para ser vice do Boulos, conforme revelado pela GloboNews nesta terça, mas pessoas próximas a ele têm criticado nos bastidores a forma como Marta articulou a saída: indo até o Planalto conversar com Lula em uma agenda oficial.

— Ela atravessou o prefeito. Poderia ter contado a ele sobre o encontro. Carimbou a pecha de traíra — disse um aliado, se referindo às acusações do PT de que a ex-senadora teria traído o partido e a esquerda quando votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff.

Marta também foi chamada de traíra quando decidiu apoiar a reeleição do tucano Bruno Covas, em 2020.

Prefeita de São Paulo entre 2001 e 2004, Marta foi filiada ao PT por 33 anos, até 2015. Pela sigla, ela também se elegeu senadora e deputada federal, além de ter sido ministra do Turismo no segundo mandato de Lula e da Cultura no primeiro mandato de Dilma.

Depois de sua saída do Partido dos Trabalhadores, marcada por desavenças com os petistas, foi filiada ao MDB, legenda pela qual foi candidata à prefeitura da capital paulista em 2016 — mas amargou o quarto lugar. Em 2018, se desfiliou e está sem partido desde então. Em 2020, foi nomeada Secretaria Municipal de Relações Internacionais pelo ex-prefeito Bruno Covas (PSDB) e seguiu no cargo na gestão Nunes.

Com informações de O Globo    

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