A deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP) negou a aliados que possa assumir o novo cargo de autoridade climática a ser criado no governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar da oposição de alas do PT, a ex-ministra, revelam pessoas próximas a ela, está focada no Ministério do Meio Ambiente, e inclusive turbinou o seu favoritismo nos últimos dias, após a senadora Simone Tebet (MDB-MS) negar interesse na pasta.
Pessoas próximas a Lula, por sua vez, argumentam que a deputada se tornaria uma ministra “indemissível”, visto que seu nome tem respaldo nacional e internacional, e uma eventual exoneração causaria desgaste à imagem do novo governo. Há, ainda, quadros importantes do PT que consideram algumas das posições de Marina “radicais” e afirmam que seu nome desagrada o agronegócio, setor do qual o presidente eleito tem buscado se aproximar. Um dos argumentos é que a parlamentar eleita da Rede defenderia que o Serviço Florestal Brasileiro fique sob o guarda-chuva do Meio Ambiente, e não da Agricultura, como é hoje.
A notícia é do Globo.
Para tentar rifar Marina, que comandou o Meio Ambiente entre 2003 e 2008, nos dois primeiros mandatos de Lula, o PT teria inclusive, nas últimas semanas, sondado Simone Tebet para a pasta. Além de tirar Marina do páreo, a indicação da emedebista para o Meio Ambiente resolveria outro “problema” para o partido: a tiraria do Desenvolvimento Social, ministério que inclui o Bolsa Família, cobiçado pela terceira colocada na corrida presidencial e que o PT gostaria de manter.






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