A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou hoje em Nova York, nos Estados Unidos, que o Brasil vai retomar as metas do Acordo de Paris para reduzir gases do efeito estufa. Ela participou da Semana do Clima, evento paralelo à Assembleia Geral da ONU.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, leu uma mensagem do presidente Lula. Disse que a forma como países pobres sentem a crise climática é desproporcional.
– São os mais pobres, mulheres, indígenas, idosos, crianças, jovens, imigrantes ou mais os mais impactados. Nenhum país deve ter que escolher entre lutar contra o aquecimento global ou combater a fome ou a pobreza – disse Marina. E anunciou que o Brasil se compromete a atualizar sua contribuição para as metas do Acordo de Paris.
– Vamos retomar o nível de ambição que apresentamos originalmente na COP 21 e que tinha sido alterado no governo anterior. Elevaremos os compromissos brasileiros de redução de emissão de 37% para 48% até 2025 e de 50% para 53% até 2030 – afirmou Marina Silva.
Temperaturas recordes e as catástrofes climáticas criaram o cenário que o secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu afirmando que “a humanidade abriu os portões do inferno”.
Guterres afirmou que é preciso recuperar o tempo perdido com a ganância “nua e crua” de interesses que arrecadam bilhões com combustíveis fósseis e defendeu investimentos para o mundo atingir a meta de reduzir a zero as emissões de gases de efeito estufa até 2050.
O presidente do Quênia, William Ruto, apoiou a criação de um imposto internacional sobre o comércio de combustíveis fósseis, emissões poluentes e transações financeiras.
A Cúpula de Ambições Climáticas reuniu representantes de 34 países integrantes da ONU, bancos e organizações não governamentais.
Fora do encontro, o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, que não foi a Nova York, disse que o Reino Unido mantém a meta de zerar as emissões de carbono até 2050, mas que vai adiar, de 2030 para 2035, a proibição de novos carros a gasolina e a diesel.
Estados Unidos e China, os maiores poluidores do mundo, também não participaram da Cúpula. Só foram convidados a falar os países que planejam melhorar as metas atuais de controle da emissão de gases de efeito estufa e o uso de combustíveis fósseis.
Com informações do JN.





