O perfil de Instagram de Pablo Marçal, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB, publicou na noite dessa segunda-feira (2) um vídeo com o direito de resposta concedido a Guilherme Boulos (PSOL), seu adversário na corrida eleitoral. A postagem foi determinada pela Justiça Eleitoral após Marçal ter associado Boulos ao uso de drogas.
No vídeo, Boulos desqualifica as acusações de Marçal, chamando-as de “mentira baixa” e “ato de má fé”. Ele descreve a acusação como uma “invenção absurda” e menciona que chegou a ser questionado sobre o assunto pela filha, após a fala de Marçal ser mencionada por um colega de escola.
“Todo mundo sabe que essa é uma acusação absolutamente mentirosa e desrespeitosa. Infelizmente, há quem ganhe a vida com isso. Não seria melhor atrair a atenção com propostas ao invés de mentiras e ataques?”, declarou Boulos.
Marçal, que fez repetidas menções à acusação nas últimas semanas, baseou suas alegações em um homônimo de Boulos que foi processado por posse de drogas. O verdadeiro Guilherme Boulos, que concorre a uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo pelo Solidariedade e apoia Ricardo Nunes (MDB), não está envolvido no caso.
Para minimizar a visibilidade do direito de resposta, Marçal fez diversas publicações nesta terça-feira (3). A Justiça determinou que o vídeo de Boulos deve ficar disponível por um período duas vezes maior que o tempo durante o qual os vídeos com acusações infundadas estiveram no ar.
Além da obrigação de publicar o direito de resposta, Marçal também enfrenta um inquérito por possível crime eleitoral contra Boulos. O promotor eleitoral Nelson dos Santos Pereira Junior observou que as acusações de Marçal poderiam “atacar a honra e a imagem do autor, potencialmente induzindo o eleitorado a erro”.
Com informações do Diário do Centro do Mundo





