O candidato à prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), declarou apoio ao deputado federal Alexandre Ramagem (PL), que concorre à prefeitura do Rio de Janeiro. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Marçal afirmou que, se necessário, está disposto a viajar até o Rio para “ajudar nessa guerra”. Ramagem, que é apoiado por Jair Bolsonaro e ocupa o segundo lugar nas pesquisas, contará com a presença do ex-presidente nesta última semana de campanha, em uma tentativa de impulsionar sua candidatura e atrair mais votos.
— Esse vídeo é para a gente entrar na guerra com o Ramagem. Ramagem para prefeito, Eduardo Paes já chega. Não perca a sua esperança, coloca um cara de segurança pública para melhorar o principal problema do Rio de Janeiro. Está aqui, meu irmão, apoio de todo coração a você. Se precisar, estou desembarcando aí para ajudar nessa guerra. Você vai levar isso aí pro segundo turno e vamos vencer isso aí — disse Marçal.
A última pesquisa Datafolha com candidatos à prefeitura do Rio mostrou o atual prefeito Eduardo Paes (PSD) com 59% das intenções de voto. Na sequência, vêm Alexandre Ramagem (PL) e Tarcísio Motta (PSOL), com 17% e 7%, respectivamente.
Em São Paulo, Bolsonaro apoia oficialmente Nunes contra Marçal. Na última semana, o ex-presidente gravou vídeo pedindo votos para o prefeito Ricardo Nunes (MDB), candidato à reeleição, e criticando a comparação feita pelo empresário Pablo Marçal da facada sofrida nas eleições de 2018, em Juiz de Fora, com o episódio da cadeirada sofrida pelo ex-coach pelo apresentador José Luiz Datena (PSDB).
Para Bolsonaro, existe uma “diferença muito grande” entre os atentados contra ele e Trump porque Pablo Marçal, que em nenhum momento foi nomeado no vídeo, conhecia o agressor e “sabia que estava provocando”. Bolsonaro disse que passou “meses de muito sofrimento” em decorrência da facada e levantou a camisa para mostrar as cicatrizes que guarda até hoje.
Bolsonaro aproveitou o comentário para defender a reeleição de Ricardo Nunes, no pedido de voto mais explícito feito até o momento nessa campanha. Apesar de angariar o apoio formal do PL, Nunes tem tido dificuldades em fidelizar o eleitorado bolsonarista, principalmente o mais radical, que prefere a retórica mais agressiva de Marçal.
Marçal, por exemplo, fixou nas suas redes sociais um trecho de uma entrevista dada por Bolsonaro, semanas atrás, em que dizia que o emedebista não era seu “candidato dos sonhos” e classificou o empresário como uma pessoa “inteligente” e que tem “suas virtudes”.
Na capital paulista, o Rali, agregador de pesquisas do Globo, feito em parceria com o Instituto Locomotiva, mostra Nunes, numericamente, à frente de Boulos na liderança da disputa. O emedebista soma média de 26,9% em intenções de voto nas pesquisas, enquanto o aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 24,9%. Já Pablo Marçal marca 20,9%.
Com informações de O Globo.





