O agressão de um surfista profissional brasileiro a uma mulher, em Bali, semana passada, provocou indignação e reações nas redes sociais no mundo inteiro.
Depois da repercussão do caso, surgiram novas denúncias contra o capixaba João Paulo Azevedo. Outras três mulheres relatam terem sido vítimas da violência do surfista, no Brasil.
João Paulo Azevedo tem 39 anos, já disputou campeonatos profissionais e vive em Bali desde 2019.
Carolina Braga namorou com JP Azevedo durante seis meses, em Santa Catarina, e conta que foi agredida.
“Foi uma surra, foi muito forte, mas eu senti muita vergonha muita tristeza. Chorei muito, eu quis me matar, foi muito difícil. Tive traumatismo craniano”.
O caso aconteceu em 2019. Carolina disse que registrou boletim de ocorrência e os dois nunca mais se viram.
Outra mulher, que prefere não mostrar o rosto, têm três medidas protetivas contra JP.
Mas Carol decidiu tornar público o espancamento que sofreu.
“Falei: ‘Meu Deus esse cara continua fazendo, tendo esse tipo de atitude, sabe?”.
Flora teve um relacionamento curto com JP e conta que foi atacada depois de uma discussão.
“Estava com as minhas amigas e ele chegou transtornando me ameaçando, pegou uma cadeira e disse que ia me matar. Me levantei fui até ele, dei um tapa no rosto dele: ‘Por favor para o que está fazendo’, para ver se ele voltava. E aí ele voltou três passos. Tinha uma escada, ele subiu a escada pegou um impulso e me deu um pedalasso na barriga. Eu voei e bati com a nuca no banco”, relata Flora Gomes, psicóloga.
O post de Sara na rede social, com vídeos e fotos, tem quase 8 mil comentários. Grandes campeões prestaram solidariedade à surfista.
O patrocinador de João Paulo Azevedo também se manifestou. Disse que ele não faz mais parte do time e que a marca não compactua com esse tipo de comportamento.
Sara Taylor e Charlie MC Harg deram queixa à polícia na Indonésia contra João Paulo Azevedo e Adriano Portela.
Em nota, os advogados de Adriano Portela disseram que ele não agrediu qualquer pessoa, não compactua com agressão física e que está à disposição das autoridades.





