O fim da escala de trabalho 6×1 tem amplo apoio entre os jovens brasileiros, especialmente entre aqueles que já estão no mercado de trabalho. No entanto, a aprovação cresce significativamente quando a mudança não envolve redução salarial. Os dados são de uma pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados.
Segundo o levantamento, 82% dos brasileiros entre 25 e 40 anos — faixa que reúne geração millennials — apoiam o fim da jornada de seis dias de trabalho com apenas um dia de descanso desde que os salários sejam mantidos. O grupo é a principal camada da população inserida no mercado de trabalho brasileiro.
Principais resultados da pesquisa
Apoio ao fim da escala 6×1 entre jovens:
- 73% dos millennials (25 a 40 anos) são favoráveis ao fim da escala.
- 69% da geração Z (16 a 24 anos) também apoiam a mudança.
- 63% dos brasileiros no geral defendem o fim da jornada 6×1.
Apoio cresce se não houver redução salarial:
- 82% dos millennials apoiam o fim da escala sem corte no salário.
- 82% da geração Z também passam a apoiar nesse cenário.
Apoio incondicional (mesmo com impacto salarial):
- 35% dos brasileiros de 25 a 40 anos apoiam a mudança independentemente do salário.
- 31% dos jovens de 16 a 24 anos mantêm essa posição.
Apoio condicionado à manutenção da renda:
- 42% dos millennials só aprovam a mudança se o salário for mantido.
- 47% da geração Z pensam da mesma forma.
Apoio diminui entre brasileiros mais velhos
O levantamento também mostra que o apoio ao fim da escala 6×1 cai conforme aumenta a idade.
- 62% dos brasileiros entre 41 e 59 anos são favoráveis.
- Entre pessoas com mais de 60 anos, o apoio cai para 48%.
Renda é fator decisivo no debate
Para o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, a questão salarial pesa diretamente na opinião dos trabalhadores.
Segundo ele, parte dos brasileiros demonstra mudança de valores em relação ao trabalho, mas a maioria ainda adota uma postura pragmática.
“Quando observamos os números em detalhe, fica evidente que a renda mensal funciona como o principal fator de decisão nesse debate. Há um grupo menor, mas relevante, que apoia o fim da escala independentemente do impacto salarial. Ainda assim, a maioria adota uma posição pragmática: apoia a mudança desde que não implique perda de renda”, afirma.
Como foi feita a pesquisa
- Instituto: Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados
- Entrevistados: 2.021 pessoas
- Idade: a partir de 16 anos
- Abrangência: 27 unidades da federação
- Período: 30 de janeiro a 5 de fevereiro
- Margem de erro: 2 pontos percentuais
- Nível de confiança: 95%






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