Lula volta a criticar ONU por não estar “cumprindo seu papel” nos conflitos entre Rússia e Ucrânia e no Oriente Médio (assista ao vídeo)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar nesta segunda (4) o Conselho de Segurança da ONU e defendeu mudanças no funcionamento do colegiado. Ao lado do chanceler da Alemanhã, Olaf Scholz, Lula citou o conflito no Oriente Médio e a guerra entre Russia e Ucrânia e afirmou que esses confrontos ocorrem pela…

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar nesta segunda (4) o Conselho de Segurança da ONU e defendeu mudanças no funcionamento do colegiado. Ao lado do chanceler da Alemanhã, Olaf Scholz, Lula citou o conflito no Oriente Médio e a guerra entre Russia e Ucrânia e afirmou que esses confrontos ocorrem pela falta de atitude do conselho.

 “Os conflitos que estamos vendo na Rússia e na Ucrânia, entre Israel e Faixa de Gaza, não é nada mais nada menos que a irracionalidade do ser humano. Quero dizer para vocês que tudo isso acontece porque a ONU não está cumprindo com o papel histórico para qual ela foi criada. A ONU tem um Conselho de Segurança, do qual fazem parte cinco países: Estados Unidos, Rússia, China, Índia, França e Reino Unido. E esses países deveriam zelar para manter a paz no mundo. Entretanto, são esses países que mais produzem armas, os que mais vendem armas e fazem guerras sem passar pela decisão do Conselho de Segurança. E quando alguma decisão importante passa e que não os interessa, eles têm o direito de veto. Por isso, vamos discutir no G20 a necessidade de rediscutir a governança global, para que a gente possa tomar decisão, sobretudo na questão ambiental, e a gente ter certeza de que as decisões serão colocadas em prática”.

Lula disse que continuará a se esforçar para conseguir restabelecer a paz nessas áreas conflagradas:

“Tenho uma posição a respeito, que é a posição do meu país: primeiro, a gente respeita a decisão da Carta da ONU que define que nenhum país tem o direito de invadir a integridade territorial do outro país. Pronto. Isso não me obriga a ter um lado. Isso me obriga a tentar continuar brigando pela paz, e é o que eu estou fazendo, tendo cada vez mais, com cada presidente que eu converso, eu continuo acreditando que a gente só tem um lado para ficar, que é o lado de convencer a nossa querida Assembleia das Nações Unidas a ajudar a decidir as soluções das controvérsias que existem no mundo. Foi para isso que a ONU foi criada. Se cada vez que tiver uma guerra a discussão for ‘eu estou com quem eu estou com quem’, não vai ter paz. Eu estou do lado daqueles que querem construir a paz. Já conversei com muita gente, vou continuar conversando com muita gente, porque haverá um momento em que vai ter que se pensar na paz”, complementou. 

Em relação às mortes na Faixa de Gaza, o presidente lamentou que nem isto seja capaz de mobilizar a ONU. ” “São 15 mil mortos, dos quase 7 mil crianças, e 80% mulheres e crianças, além de 7 mil desaparecidos. Aí esqueça a minha condição de presidente do Brasil. A minha condição de humanista é de que não há por que haver essa guerra. A desgraça foi feita no primeiro atentado, a ONU deveria intervir para que se encontrasse uma solução. O Brasil era presidente do Conselho de Segurança, apresentou uma proposta para que houvesse uma trégua humanitária, para que parassem o bombardeiro, para que se retirassem crianças da zona de perigo. Inclusive para buscarmos os brasileiros que estavam lá. Então essa nossa decisão na ONU foi aprovada por 12 países que faziam parte do Conselho de Segurança. Tiveram duas abstenções, Reino Unido e Rússia. E teve um voto contra e o veto, que foi dos Estados Unidos. Quem sabe se tivesse tido a posição do Brasil a gente teria tido a trégua bem antes, teria morrido bem menos gente. E a gente só pode encontrar paz e discutir paz se a gente sentar em uma mesa de negociação. Esse é o papel das Nações Unidas, que não está fazendo”.

Com informações do Brasil 247

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