O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs, nesta sexta-feira (1º), um referendo nas regiões da Ucrânia ocupadas pela Rússia como forma de solucionar o conflito. Em entrevista à rádio francesa TF1, Lula sugeriu que a população dessas áreas decida a qual país deseja pertencer.
A proposta é uma alternativa pacífica, segundo o presidente, para encerrar as disputas territoriais, afirmando que seria “mais justo” deixar a escolha ao povo. Essa ideia, no entanto, lembra os referendos promovidos pela Rússia em 2022 em regiões ucranianas como Donetsk e Luhansk, usados para justificar a anexação de 15% do território da Ucrânia.
G20 não é fórum para discutir conflitos, diz Lula
Lula também afirmou que o G20, cuja cúpula será realizada no Brasil em novembro, não deve abordar a guerra, destacando que nem o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky nem o presidente russo Vladimir Putin estarão presentes. “Esse fórum não é o espaço para discutir conflitos. Nossa pauta será o desenvolvimento sustentável, a reforma das instituições multilaterais e o combate à fome e à pobreza”, pontuou o presidente.
Lula criticou a falta de envolvimento da ONU e do Conselho de Segurança no conflito, alegando que esses organismos precisam de mais estrutura e poder para promover a paz. Ele observou que o Brasil e a China já se colocaram como mediadores dispostos a colaborar por uma solução pacífica.
Para Lula, o G20 deve se concentrar em temas que afetam globalmente a população, deixando discussões sobre conflitos locais para fóruns específicos. Ele reiterou que o evento no Brasil tem o propósito de debater pautas prioritárias para o desenvolvimento mundial e não discussões sobre guerras.
Com informações do g1





