O Itamaraty retirou da mesa de negociações com a Organização Mundial do Comércio (OMC) a oferta feita pelo governo Jair Bolsonaro (PL) que abria o mercado nacional para a participação de empresas estrangeiras em licitações públicas, em condições praticamente semelhantes às das companhias nacionais.
Os motivos para que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixasse o Acordo de Compras Governamentais estão ligados ao fato que o Brasil “não pode abrir mão de um espaço importante para promover determinados setores da indústria nacional”.
“De acordo com seus direitos reservados, o Brasil informa às partes do Acordo de Compras Governamentais que retira sua oferta de acesso ao mercado”, diz um documento classificado como “restrito”, datado de 30 de maio.
O Acordo de Compras Governamentais contempla cerca de 40 países, a maioria ricos, como os Estados Unidos, Canadá, Austrália , além de países europeus, entre outras nações. Nenhum país latino-americano faz parte do entendimento, que tampouco conta com outros emergentes de peso. A iniciativa é vista como uma ofensiva dos países ricos para abrir mercados entre as economias em desenvolvimento.
(Com informaçoes do UOL).





