Lula indica novos ministros para duas vagas no STJ

Após uma disputa marcada por duelo de padrinhos e lobby nos bastidores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu o martelo e decidiu indicar os desembargadores Afrânio Vilela, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, e Teodoro Santos, do TJ do Ceará, para as duas vagas em aberto no Superior Tribunal de Justiça (STJ).…

Após uma disputa marcada por duelo de padrinhos e lobby nos bastidores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu o martelo e decidiu indicar os desembargadores Afrânio Vilela, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, e Teodoro Santos, do TJ do Ceará, para as duas vagas em aberto no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A informação é da colunista Malu Gaspar, do GLOBO, que confirmou a informação com integrantes do governo ouvidos em caráter reservado.

Único nordestino da disputa, Teodoro Santos era apoiado pelo governador petista Camilo Santana. Foi apadrinhado no STJ pelo ministro conservador Raul Araújo, que votou contra condenar Jair Bolsonaro por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação no julgamento que resultou na inelegibilidade do ex-presidente no TSE.

Depois de ver seu candidato ao STJ derrotado em um duelo particular com o apadrinhado de Dias Toffoli, o ministro Alexandre de Moraes passou a trabalhar nos bastidores pela candidatura do desembargador mineiro Afrânio Vilela.

O endosso do todo poderoso ministro do Supremo à indicação do magistrado mineiro faz parte de um cálculo político maior que inclui a sucessão da Procuradoria-Geral da República (PGR), e que o fez buscar um acordo com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que também apoia Afrânio.

O STJ é um tribunal responsável por julgar crimes cometidos por governadores, desembargadores e procuradores da República, além de analisar pedidos de federalização de investigações (como no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco) e homologar decisões estrangeiras – situação do jogador Robinho, que ainda aguarda uma definição do tribunal.

Na avaliação dos petistas, a Corte também já deu muita dor de cabeça para Lula. Impôs reveses ao presidente no âmbito da Lava-Jato, confirmando sua condenação no caso do triplex do Guarujá, ainda que tenha reduzido a sua pena de 12 anos e 1 mês de prisão para 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.

Lula precisou recorrer ao Supremo – instância judicial máxima do país – para anular suas condenações, conseguir sair da prisão e restaurar sua elegibilidade.

Com informações do GLOBO.

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