A disputa pela Presidência da República movimenta São Paulo neste domingo (11), com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apostando em estratégias distintas para conquistar votos no segundo turno. Enquanto o presidente participa de uma mobilização popular na Avenida Paulista, o senador concentra esforços em encontros com prefeitos e vereadores para ampliar sua rede de apoio político no maior colégio eleitoral do país.
As agendas ocorrem simultaneamente na região central da capital paulista, a apenas duas semanas da votação marcada para 25 de outubro. Os compromissos refletem diferentes prioridades das campanhas: Lula busca ampliar a participação dos eleitores e recuperar votos, enquanto Flávio procura consolidar alianças com lideranças municipais.
O movimento acontece depois de Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente do presidente na votação nacional. Em São Paulo, o candidato do PL também obteve maioria dos votos válidos no estado, embora Lula tenha vencido na capital paulista e em alguns municípios da região metropolitana.
Lula aposta em mobilização na Avenida Paulista
O presidente tem participação prevista em um ato público marcado para o meio-dia, com concentração em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista.
A manifestação deverá seguir em direção à Praça Roosevelt e contará com a presença de lideranças petistas e aliados políticos.
Entre os participantes anunciados estão o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), derrotado na disputa pelo governo paulista, e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).
A participação de Lula foi confirmada na noite de sábado (10), por meio de uma publicação nas redes sociais do presidente. O evento já estava previsto na programação dos apoiadores.
A mobilização faz parte da tentativa de ampliar a presença da campanha petista nas ruas e estimular o comparecimento de eleitores que não participaram do primeiro turno.
Flávio reúne prefeitos e vereadores com Tarcísio
A poucos quilômetros da Avenida Paulista, Flávio Bolsonaro tem compromissos voltados à articulação política.
O senador participa de encontros no Shopping Light, no centro de São Paulo, com prefeitos e vereadores de municípios paulistas.
A primeira reunião está marcada para o meio-dia, com prefeitos da Região Metropolitana. Às 14h, o candidato do PL deverá encontrar vereadores da Grande São Paulo.
O governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), são esperados nas atividades.
Os dois políticos integram a articulação de apoio à candidatura de Flávio e buscam mobilizar lideranças municipais para a reta final da eleição.
A estratégia envolve ampliar a participação de aliados regionais na campanha e fortalecer a presença do candidato em cidades onde Lula apresentou desempenho competitivo no primeiro turno.
Abstenção vira preocupação das campanhas
Além da disputa pelos votos dos candidatos derrotados em 4 de outubro, a mobilização dos eleitores ausentes se tornou um dos temas centrais do segundo turno.
Na sexta-feira (9), Camilo Santana (PT-CE), integrante da coordenação da campanha de Lula, afirmou que o presidente deverá priorizar compromissos em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Os três estados concentram os maiores eleitorados do Brasil e registraram índices de abstenção superiores à média nacional no primeiro turno.
A campanha petista considera a redução das ausências uma das frentes para tentar modificar a diferença registrada nas urnas. Para isso, pretende intensificar atividades presenciais, ampliar o alcance da comunicação e mobilizar apoiadores.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, busca preservar os votos conquistados no primeiro turno e ampliar sua votação por meio de alianças políticas e do diálogo com diferentes segmentos do eleitorado.
O candidato do PL tem destacado assuntos como custo de vida, endividamento das famílias e segurança pública.
Apesar da importância atribuída ao comparecimento, os eleitores que não votaram no primeiro turno não formam um grupo com preferências políticas uniformes. Por isso, uma eventual redução da abstenção não significa necessariamente vantagem para qualquer um dos candidatos.
São Paulo ganha peso na reta final
O estado paulista ocupa posição central nas estratégias eleitorais por reunir o maior número de eleitores do país.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro venceu em 606 dos 645 municípios de São Paulo, enquanto Lula obteve maioria em 39 cidades, incluindo a capital.
A diferença entre o desempenho estadual e o resultado na cidade de São Paulo ajuda a explicar por que as campanhas concentram esforços em diferentes regiões.







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