Lula defende exploração de petróleo na Foz do Amazonas e diz que vai se reunir com Marina, Ibama e Petrobras para decidir

Segundo o presidente, país não pode abrir mão do faturamento em potencial na região

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira que o Brasil explore petróleo na região da Foz do Amazonas e disse que “em algum momento” irá se reunir com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e com os presidentes do Ibama e da Petrobras para tomar uma decisão sobre a questão.

Em entrevista à rádio CBN, Lula afirmou ser natural que órgãos do governo tenham posições diferentes sobre a exploração na região, mas que o país não pode deixar de “ganhar dinheiro com esse petróleo”.

— Em algum momento eu vou chamar o Ibama, Petrobras e Meio Ambiente na minha sala para tomar uma decisão. Esse país tem governo, e o governo reúne e decide. As pessoas podem ter posições técnicas que vamos debater tecnicamente — afirmou Lula.

O presidente admitiu que a defesa da exploração do combustível soa contraditório no governo, que prega uma transição para energias limpas, mas que Brasil não pode abrir mão do faturamento obtido a partir do petróleo.

— O que não dá é para a gente dizer a priori que vamos abrir mão de explorar de uma riqueza, que se for verdade as previsões é uma riqueza muito grande para o Brasil. É contraditório? É porque estamos apostando muito na transição energética. Mas enquanto transição energética não resolve o nosso problema o Brasil tem que ganhar dinheiro com esse petróleo.

Em evento na semana passada, Lula também havia defendido que o Brasil é um dos países com matriz energética “mais limpas do mundo”, citando o histórico do país de apostar em biocombustíveis. O presidente também se disse interessado em buscar parceiros externos para que o país, em lugar de exportar matérias-primas, invista em cadeias de produção limpas no próprio Brasil, dando como exemplo a produção de carros elétricos.

— A opinião pública não sabe que existe um mundo além da Foz do Amazonas, eu tenho uma lista de coisas aqui que são tão relevantes para a produção de petróleo quanto essa. O brasileiro não vai ficar sem gasolina por causa disso — disse Agostinho na ocasião.

Com informações do GLOBO.

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