Da Rede Brasil Atual – O ex-presidente Lula afirmou ontem que “não existe um momento na história brasileira em que um presidente gastou tanto dinheiro para se eleger, e não vai se eleger. Ele pode dar todo dinheiro do mundo que não vai comprar a consciência de 215 milhões de brasileiros”.
Lula e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) estiveram no ato Todos Juntos por São Paulo, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, ontem (10).
A pesquisa Datafolha divulgada sexta-feira (9) mostra que, entre os que ganham até dois salários mínimos, Lula lidera com 54%, ante 26% do atual presidente.
Dirigindo-se a Alckmin, o petista prometeu que no primeiro dia de governo “a gente vai acabar com decreto de 100 anos”, recurso normalizado por Bolsonaro para esconder informações incômodas de seu governo, sua família ou aliados. “Todas as acusações contra a família dele, ele faz um decreto de 100 anos. Vamos ver o que tem que precisa ser protegido por 100 anos”, ironizou Lula.
Ele prometeu um Ministério da Mulher atuante, caso se eleja. “Mulher não quer mais ser tratada como objeto de cama e mesa. A mulher é sujeita da história e tem que ajudar a transformar esse país”, defendeu. Mais uma vez, disse que “a gente vai acabar com esse negócio de venda de armas: ao invés de armas, a gente vai distribuir livros para o ensino fundamental”. “Ele (Bolsonaro) quer o povo armado. Eu quero o povo armado de livro, de sabedoria, de conhecimento.”
O petista também respondeu à propaganda de Bolsonaro na TV e nas redes sociais que mostram Alckmin, no passado, criticando Lula e o PT. “Já brigamos, mas nos juntamos agora pra dizer que o Brasil é maior do que nossas divergências e o povo brasileiro precisa de nós juntos.”
Para Fernando Haddad, “cada semana com Bolsonaro é um direito a menos do trabalhador, um desrespeito à mulher brasileira, a intolerância étnico-racial e religiosa que ele promove. Isso é inadmissível”.
Alckmin bateu na mesma tecla. “Bolsonaro é incivilizatório. O Brasil andou pra trás. Um presidente que tem saudade da ditadura, saudade da tortura, não pode pedir o voto do povo porque não acredita na democracia”, declarou. “A educação virou moeda de troca do MEC. O país andou pra trás na saúde negando vacina.”





