O presidente do União Brasil, o deputado Luciano Bivar (PE), não compareceu à reunião da Executiva que analisará uma representação visando o seu afastamento e possível expulsão do partido.
Em contato com O Globo, Bivar informou que está no Recife e reconheceu a perda da maioria no partido.
– Eu fui traído e agora eles têm maioria. Acabei de pousar no Recife. Resta agora ver se tem algum vício na decisão – disse Bivar.
Deputados, senadores, governadores e prefeitos se reuniram na tarde desta quarta-feira (13) para apresentar à Executiva do União Brasil um documento solicitando o afastamento de Bivar e o início do processo de expulsão do partido, em meio à crescente crise interna.
Nos últimos meses, Bivar, cujo mandato se estende até o final de maio, tem estado isolado dentro da legenda. Há duas semanas, perdeu a eleição para a liderança do partido para Antônio Rueda, seu antigo aliado e agora adversário.
No ápice do embate, a disputa interna se tornou uma questão policial. Rueda acusa Bivar de ameaças de morte e, desde terça-feira, seus advogados alegam suspeitas de que Bivar incendiou sua casa de praia em Pernambuco, bem como a de sua irmã, Maria Emília Rueda, que atua como tesoureira da sigla. Segundo o partido, a reunião desta tarde incluirá o recebimento de uma representação contra Bivar com um “pedido cautelar de afastamento da função e expulsão com cancelamento de filiação”.
O grupo de Rueda citou “ofensas e ameaças de morte; indícios de motivação política criminosa nos incêndios que destruíram as casas do vice-presidente Antonio Rueda e da tesoureira do partido, Maria Emília Rueda; violência política contra a mulher; validação de cartas de desfiliação de seis deputados do União Brasil do Rio de Janeiro sem submeter à decisão colegiada do partido e mesmo após parecer do Ministério Público Eleitoral em processo judicial que tramita no Tribunal Superior Eleitoral contrário à desfiliação”.
A Comissão Executiva Nacional se reunirá decidiu aceitar a representação contra Bivar. A Executiva poderá, por decisão de três quintos de seus membros, aplicar, em caráter cautelar, a “destituição da função” de Bivar. Também poderá ocorrer a expulsão, embora isso não deva ser decidido no mesmo dia, pois há prazos para a defesa.
O secretário-geral do partido, ACM Neto, deu um prazo de 72 horas para manifestação do acusado. Em seguida, o relator do caso emitirá seu parecer, a ser submetido ao plenário por votação secreta ou por aclamação. Bivar terá então um novo prazo para defesa, com mais cinco dias para se pronunciar, e a decisão final será tomada em até 60 dias.
Com informações de O Globo.





