A Light realizou, nesta segunda-feira (9), uma operação de combate ao furto de energia em 19 cidades do Vale do Paraíba e Sul do estado do Rio de Janeiro, com o apoio da Polícia Civil. A ação envolveu 1.083 serviços de regularização de consumo, abrangendo locais como comércios e serviços, incluindo lojas, mercados, açougues e restaurantes. Três ocorrências foram registradas pela polícia.
Cerca de 400 profissionais participaram da operação, saindo de bases operacionais em Volta Redonda, Barra Mansa e Três Rios. A Light também ofereceu atendimento comercial em Volta Redonda, permitindo que moradores atualizassem cadastros, fizessem trocas de titularidade e negociassem débitos. A operação contou com o suporte da 90ª DP de Barra Mansa, 93ª DP de Volta Redonda e do 28º BPM.
Ainda de acordo com a Light, o Vale do Paraíba apresenta características peculiares no consumo energético, com alta concentração de consumidores residenciais e predominância de consumo industrial, impulsionado pela Usina Presidente Vargas, da CSN – maior siderúrgica do Brasil e uma das maiores da América Latina. O que, para a empresa, torna ainda mais essencial o combate às ligações clandestinas, que comprometem a qualidade do fornecimento de energia e colocam vidas em risco. A região também abriga o Complexo Hidrelétrico de Lajes, em Piraí, administrado pela Light. Esse importante ativo gera mais de 820 MW de energia limpa e garante 95% do abastecimento de água da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
O furto de energia é um crime previsto no artigo 155 do Código Penal com pena de até oito anos de reclusão. A empresa garante que o mesmo sobrecarrega transformadores e provoca quedas de energia – especialmente durante o verão, quando o consumo atinge picos –, as ligações clandestinas representam riscos graves, como acidentes e incêndios.
Nos primeiros oito meses de 2024, a Light garante que regularizou 2.409 ligações clandestinas e normalizou aproximadamente 121.520 instalações irregulares em residências e comércios de seus clientes. Ao todo, foram recuperados 148 GWh de energia, quantidade suficiente para abastecer o consumo de 61 mil residências durante um ano. Apesar desses esforços, a empresa ainda enfrenta um prejuízo anual de cerca de R$ 800 milhões devido ao furto de energia. Segundo os dados, a cada 100 clientes regulares, 35 furtam energia.
Com informações de O Globo.





