Ligas de samba se reunirão com Eduardo Cavalieri para discutir ampliação do Grupo Especial

Dirigentes discutem mudança no formato dos desfiles e aumento de agremiações na Sapucaí

Representantes das ligas das escolas de samba das séries Ouro, Prata e Bronze participam, neste sábado (04), de um encontro com o prefeito Eduardo Cavalieri, na Barra da Tijuca. A reunião foi organizada como forma de reconhecimento ao apoio dado ao debate sobre a ampliação do número de agremiações no Grupo Especial a partir de 2027.

O encontro ocorre em meio a discussões sobre mudanças no formato dos desfiles na Marquês de Sapucaí, incluindo a proposta de ampliar de 12 para 15 o número de escolas no principal grupo do carnaval carioca.

Proposta de ampliação

A ideia de aumento no número de agremiações foi apresentada pelo deputado Dionisio Lins, que afirma ter iniciado a articulação em agosto do ano passado. Segundo ele, a proposta surgiu após manifestações de representantes de escolas e de frequentadores dos desfiles.

De acordo com o parlamentar, havia insatisfação em relação a decisões recentes que impactaram a estrutura de venda de ingressos, especialmente cadeiras e frisas.

“Depois de muito lutar para aumentar o número de escolas no Grupo Especial, o ex-prefeito Eduardo Paes e o atual Eduardo Cavalieri tomaram uma posição que só irá beneficiar o Carnaval carioca”, afirmou.

Impacto no carnaval

A proposta prevê a reorganização das divisões entre as séries. Pela sugestão apresentada, três escolas da Série Ouro passariam ao Grupo Especial, enquanto outras três da Série Prata seriam promovidas à Série Ouro.

“O que nós estamos propondo é que três escolas da Série Ouro subam para o especial e três da Série Prata subam para a Série Ouro, nada mais democrático”, explicou Dionisio Lins.

A ampliação também implicaria na distribuição das apresentações em três dias de desfile na Sapucaí, mantendo o equilíbrio entre as agremiações participantes.

Posicionamento do prefeito

Durante o debate público sobre o tema, Eduardo Cavalieri levou a discussão para diferentes espaços, incluindo entrevistas e redes sociais. Em uma dessas ocasiões, mencionou a possibilidade de incluir, em um primeiro momento, escolas tradicionais como União da Ilha, Império Serrano e Estácio de Sá.

O prefeito também indicou que o modelo com 15 escolas poderia ser implementado já no próximo ciclo carnavalesco, ampliando a participação de agremiações no principal grupo.

A reunião deste sábado deve reunir dirigentes e lideranças do carnaval em um momento de articulação em torno das mudanças propostas, que ainda dependem de definição pelas entidades responsáveis pela organização dos desfiles.

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