Ligação do PCC com narcosubmarino apreendido perto da costa da Europa é investigada

Autoridades suspeitam que facção brasileira esteja expandindo suas operações para consolidar o domínio no mercado europeu

As autoridade policiais suspeitam que o narcosubmarino interceptado com 6,5 toneladas de cocaína no Oceano Atlântico tenha ligação com o Primeiro Comando da Capital, facção criminosa surgida nos presídios brasileiros. A droga foi apreendida em operação conjunta das forças de segurança de Portugal e Espanha.

A apreensão ocorreu a 920 km ao sul dos Açores, quando a Polícia Judiciária e a Marinha de Portugal abordaram o submarino. Entre os cinco tripulantes detidos estavam três brasileiros (foto), um espanhol e um colombiano. As investigações apontam que a carga teria sido transportada do litoral brasileiro e teria como destino a Península Ibérica, onde seria distribuída para diversos países da Europa.

PCC firmou parceria com grupos criminosos europeus

De acordo com a Polícia Judiciária de Portugal, o PCC tem expandido suas operações fora da América do Sul, firmando alianças com grupos criminosos europeus para garantir a logística do tráfico. O uso de submarinos é uma das estratégias mais sofisticadas para o transporte de drogas, já que essas embarcações conseguem navegar a grandes distâncias sem serem detectadas por radares convencionais.

O diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes de Portugal, Artur Vaz, destacou que a Europa tem sido “inundada” com cocaína proveniente da América Latina. Segundo ele, a droga tem alto valor no continente europeu, o que torna a operação extremamente lucrativa para os traficantes.

Investigação sobre aliciamento de funcionários de aeroportos de Portugal

Além do transporte marítimo, o PCC também é suspeito de atuar no aliciamento de funcionários de aeroportos em Portugal, especialmente em Lisboa e no Porto, para facilitar a entrada da droga por via aérea. A Polícia Judiciária revelou que as redes criminosas oferecem grandes quantias em euro para garantir a colaboração de agentes aeroportuários, ampliando ainda mais seu esquema de distribuição internacional.

A Operação Nautilus, que resultou na apreensão do narcossubmarino, contou com a cooperação de órgãos de segurança de oito países, incluindo a Guarda Civil da Espanha, que forneceu informações cruciais para a interceptação. As investigações seguem para identificar todos os envolvidos na rota do tráfico e determinar a real extensão da influência do PCC no esquema internacional.

Com informações do Metrópoles

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