O Brasil ganhou destaque internacional com quatro nomes incluídos na lista anual da revista Time dos 100 líderes climáticos mais influentes do mundo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o embaixador André Corrêa do Lago — presidente da COP30 — e o DJ Alok foram reconhecidos por suas contribuições e protagonismo nas pautas ambientais e de sustentabilidade.
A publicação enfatizou o papel de Lula na reconstrução da imagem do Brasil como potência verde, ao sediar a COP30 em Belém. Segundo a Time, o país voltou a liderar as discussões globais sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável, posicionando-se como mediador entre nações desenvolvidas e em desenvolvimento nas negociações climáticas.
O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da cúpula climática, foi citado por comandar um “mutirão global” de negociações para superar impasses geopolíticos e mobilizar setores estratégicos como energia e aço. Ele também é responsável pelo lançamento de uma plataforma virtual brasileira que reúne estudos e compromissos climáticos firmados em conferências anteriores da ONU.
Desafios e bastidores da COP30
O texto da Time destacou ainda os desafios enfrentados por Corrêa do Lago nos preparativos da conferência em Belém, que incluiu uma crise de hospedagem e tensões diplomáticas diante de ausências importantes, como a do presidente americano Donald Trump. Mesmo assim, 87 países confirmaram presença e outros 90 estavam em negociação até o início de outubro, reforçando o peso político do evento.
Rio na vanguarda da sustentabilidade
Entre os brasileiros, o prefeito Eduardo Paes também recebeu destaque por transformar o Rio em referência urbana em sustentabilidade. A Time elogiou ações como a eletrificação de rotas do BRT, o aumento das áreas verdes, a criação do primeiro protocolo latino-americano de enfrentamento ao calor extremo e sua atuação à frente do grupo C40 Cities, que reúne metrópoles comprometidas com a redução das emissões de carbono.
Já o DJ Alok foi reconhecido na categoria “catalisadores” do clima. O artista chamou atenção pelo álbum “O futuro é ancestral”, gravado em parceria com oito etnias indígenas e indicado ao Grammy Latino de 2024. A revista também ressaltou sua colaboração com o projeto musical da ONU, NATURE, voltado à valorização da natureza e das culturas tradicionais.
A presença de quatro brasileiros na lista da Time simboliza o fortalecimento do país como referência global na agenda climática, às vésperas da COP30, e reforça a imagem de que o Brasil voltou ao centro das decisões ambientais do planeta.






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