Freddy Superlano, um dos principais líderes da oposição na Venezuela, foi preso nesta terça-feira (30), dois dias após as eleições que resultaram na controversa vitória de Nicolás Maduro. A prisão foi anunciada pelo partido Vontade Popular (VP) nas redes sociais, que denunciou o ato como um “sequestro” e alertou para uma “escalada repressiva” em meio aos protestos contra o regime.
O VP é o mesmo partido que abrigou Juan Guaidó quando ele se autoproclamou presidente interino do país em 2019. Guaidó divulgou um vídeo nas redes sociais que, segundo ele, mostra o momento da captura de Superlano.
Segundo a ONG Foro Penal, que atua na defesa de presos políticos, as autoridades venezuelanas detiveram 135 pessoas associadas à campanha da oposição nos últimos sete meses. “Desde janeiro, houve 149 prisões arbitrárias por motivos políticos, das quais 135 estão diretamente ligadas à campanha de María Corina Machado e Edmundo González”, afirmou Gonzalo Himiob, diretor da ONG, à agência AFP. Apesar da maioria dos detidos já ter sido liberada, 47 ainda estão presos.
Com informações da Folha de S.Paulo





