“Lei-vei! Lei-vei! Lei-vei!”. O coro de adolescentes tomou conta do Palco Sunset antes mesmo de Laufey aparecer no Rock in Rio 2026. Aos 27 anos, a cantora islandesa mostrou por que se tornou um dos principais fenômenos musicais entre o público jovem, apostando em uma combinação de jazz, bossa nova, pop e referências de décadas passadas.
A apresentação encerrou a programação do Sunset em uma noite marcada também pela celebração de grandes nomes da música brasileira. Enquanto Gilberto Gil representava a experiência e a longevidade artística no Palco Mundo, Laufey levou ao festival uma juventude fascinada por canções de sonoridade clássica.
Vestida de vermelho e acompanhada por uma atmosfera inspirada no cinema mudo, a artista iniciou o espetáculo com músicas do álbum “A Matter of Time”, lançado em 2025. “Lovergirl”, com sua levada próxima à bossa nova, provocou uma reação imediata dos fãs, que acompanharam a cantora com palmas e gritos.
Bossa nova aproxima Laufey do público brasileiro
A relação de Laufey com a música brasileira ganhou destaque durante o show. Antes de “Silver Lining”, uma balada com clima inspirado nos anos 1950, a cantora declarou seu carinho pelo Rio de Janeiro e afirmou ter encontrado inspiração na bossa nova durante sua passagem pela cidade.
Na sequência, “Falling Behind” reforçou essa conexão. A canção, marcada pela sonoridade brasileira, fala sobre a sensação de ficar para trás enquanto outras pessoas parecem encontrar o amor.
“Bored” também se destacou pela interpretação delicada e, ao mesmo tempo, intensa da cantora. A música, com uma sonoridade que remete a canções de outras épocas, conseguiu aproximar ainda mais Laufey de uma plateia predominantemente adolescente.
Jazz, piano e um momento em português
O espetáculo ganhou diferentes formatos ao longo da noite. Em determinado momento, um aviso no telão anunciou a entrada em uma nova fase do show: “Preparados para um jazz?”. Com baixo acústico, piano, bateria e guitarra, Laufey apresentou “Fragile” e depois “Valentine”, recebida com entusiasmo pelo público.
“Dreamer” também teve forte resposta dos fãs. A cantora aproveitou a música para incentivar os adolescentes a continuarem acreditando em seus sonhos.
Um dos momentos mais especiais veio quando Laufey deixou o roteiro previsto e cantou em português “Perdido de amor”, de Luiz Bonfá. A homenagem reforçou a ligação construída pela artista com a música brasileira.
Emoção toma conta do fim do show
Já na reta final, Laufey voltou ao piano para interpretar “Promise”. A apresentação manteve o clima intimista e evidenciou uma das características que mais aproximam a cantora de seu público: letras carregadas de sentimentos, inseguranças e conflitos amorosos.
“From the Start”, outra música associada à bossa nova, encaminhou o espetáculo para o encerramento. Depois, “Goddess”, novamente ao piano, levou a apresentação a um tom ainda mais dramático.
Durante a canção, a emoção tomou conta da plateia. O público adolescente reagiu com gritos e até soluços diante da despedida da cantora.
Laufey mostra força entre a nova geração
Com um espetáculo elegante, teatral e consistente, Laufey demonstrou no Rock in Rio que referências musicais antigas continuam capazes de conquistar novas gerações.
Ao combinar jazz, bossa nova, pop e elementos de outras décadas com uma identidade contemporânea, a cantora encontrou uma maneira própria de apresentar uma música que poderia parecer distante do universo adolescente.
No Palco Sunset, Laufey não apenas confirmou sua popularidade: mostrou ser uma artista capaz de transformar delicadeza em fenômeno de público e de aproximar uma nova geração de sonoridades que atravessam diferentes épocas.







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