Justiça italiana decide extraditar Carla Zambelli, mas defesa ainda pode recorrer

Ex-deputada está presa desde julho e caso ainda depende de decisão final do governo italiano após esgotamento de recursos

A Justiça da Itália decidiu autorizar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, presa no país europeu desde julho de 2025. A sentença, porém, ainda não é definitiva e abre caminho para novos recursos por parte da defesa.

Os advogados da ex-parlamentar já indicaram que irão recorrer à Corte de Cassação, última instância da Justiça italiana, na tentativa de reverter a decisão, informa UOL.

Processo ainda terá etapas no Judiciário e no governo

Mesmo após a análise judicial, a palavra final sobre a extradição caberá ao Ministério da Justiça italiano, comandado por Carlo Nordio. A decisão só será tomada após o esgotamento de todos os recursos previstos no sistema jurídico do país.

Além disso, a defesa ainda poderá contestar eventual decisão do ministro na esfera administrativa, recorrendo a tribunais locais. O caso, portanto, segue em andamento e sem prazo definido para desfecho.

Prisão ocorreu após Zambelli ser considerada foragida

A ex-deputada foi presa em território italiano após ser considerada foragida pelo governo brasileiro. Desde então, o processo de extradição se arrasta por meses, marcado por sucessivos pedidos de adiamento apresentados pela defesa.

Ainda em outubro, o Ministério Público italiano já havia se manifestado favoravelmente ao envio de Zambelli ao Brasil. A Embaixada brasileira em Roma foi informada oficialmente sobre a decisão mais recente da Justiça italiana.

Condenações no Brasil motivam pedido de extradição

O pedido de extradição está relacionado a condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal. Zambelli foi sentenciada a dez anos de prisão por envolvimento na contratação de um hacker para inserir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes em sistemas da Justiça.

Em outro processo, a ex-parlamentar foi condenada a cinco anos e três meses por sacar uma arma e perseguir um homem em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

Renúncia ao mandato ocorreu após decisão do STF

Zambelli renunciou ao mandato em 14 de dezembro, após um impasse institucional envolvendo a Câmara dos Deputados do Brasil. Embora o plenário tenha inicialmente mantido seu cargo, o STF anulou a sessão, levando a ex-deputada a formalizar a renúncia.

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