O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) transformou hoje em prisões preventivas os autos de prisão em flagrante de três das cinco pessoas detidas na segunda-feira por suspeitas de atearem fogo em ônibus na Zona Oeste do Rio. A queima dos 35 coletivos aconteceu durante uma onda de ataques promovida por milicianos.
A decisão de manter três suspeitos presos foi tomada numa audiência de custódia, realizada nesta quarta-feira (25), na Central de Custódias de Benfica, na Zona Norte do Rio. Os ônibus foram queimados após a morte de Matheus da Silva Rezende, conhecido como Faustão, sobrinho de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, chefe da milícia da Zona Oeste.
Faustão foi baleado após troca de tiros com agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Polinter, na localidade conhecida como Três Pontes, em Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade. Na ocasião, a polícia apreendeu, entre outras coisas, dois fuzis, uma pistola, telefones celulares, dois coletes balísticos, rádios de comunicação e munição de fuzil.
Durante os ataques promovidos por paramilitares do bando de Zinho, além dos 35 ônibus queimados, um trem do ramal de Santa Cruz chegou a ter cabine do maquinista incendiada.
Com a decisão, permanecem presos Daniel Vinícius Ferreira Anunciação, Marlon Vanderson dos Santos Sacramento e Jackson Alexandre Siqueira dos Santos.
Yuri Celine Ferreira, que também foi preso pela polícia por suspeita de participar dos ataques, teve a liberdade provisória concedida. Já um quinto suspeito, Juarez Fontes Tavares Júnior, passará por audiência de custódia nessa quinta-feira.
Com informações de O Globo.





