O juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres, da 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro, determinou que o apresentador Ratinho e dois influenciadores digitais se retratem publicamente ou apresentem provas das acusações feitas contra o cantor e compositor Chico Buarque. A decisão, publicada na última quinta-feira (2), estabelece um prazo de cinco dias para o cumprimento da ordem e prevê a possibilidade de prisão em flagrante por crime de desobediência, informa Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.
A ação judicial foi movida por Chico Buarque após declarações feitas por Ratinho durante seu programa na rádio Massa FM, em 15 de setembro. Na ocasião, o apresentador afirmou que artistas como Chico e Caetano Veloso se beneficiam de recursos públicos por meio da Lei Rouanet, associando tal suposto favorecimento ao posicionamento político dos músicos.
“Rico de esquerda é fácil. Chico Buarque ser de esquerda é fácil. Bebe champanhe, come caviar. O Caetano Veloso ser de esquerda é fácil, come caviar, mora no Rio de Janeiro, pega dinheiro da Lei Rouanet, aí é fácil”, disse Ratinho no programa.
Artistas participaram de ato contra a PEC da Blindagem
As falas ganharam repercussão nacional após a participação de Chico e Caetano nas manifestações realizadas em Copacabana, no Rio, no dia 21 de setembro, contra a chamada “PEC da Blindagem” e a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.
Além de Ratinho, também são réus no processo o youtuber Thiago Asmar, conhecido como Pilhado, e a suplente de vereadora de Teresina (PI), Samantha Cavalca (PP), que repercutiram as mesmas acusações em seus canais digitais.






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