A partir da próxima sexta-feira (13), filhos de ambulantes que trabalham nos desfiles das escolas de samba, na região da Praça Onze e da Marquês de Sapucaí, terão um espaço seguro para ficar enquanto os pais garantem renda no Carnaval do Rio. A iniciativa faz parte do projeto “Carnaval Criança Carioca”, promovido pela 1ª Vara da Infância e da Juventude Protetiva da Capital em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio.
A ação acontece até a próxima terça-feira (17) e oferece abrigo temporário para crianças de 3 a 12 anos, incluindo grupos de irmãos. O local de acolhimento será o Espaço de Desenvolvimento Infantil Rachel de Queiroz, da rede municipal de Educação, no Centro do Rio.
Como funciona o acolhimento
Todos os dias, a partir das 17h, equipes identificadas do projeto fazem uma busca ativa na região da Sapucaí. Os profissionais conversam com pais e responsáveis que estão trabalhando como ambulantes e explicam a importância de manter as crianças em um local protegido durante a folia.
Com a autorização da família, as crianças são cadastradas e encaminhadas para a unidade escolar. No local, elas participam de atividades recreativas, oficinas de pintura, confecção de tranças e outras ações lúdicas, além de receberem alimentação. Ao fim do expediente dos pais, os responsáveis retornam para buscar os filhos.
Parceria para garantir proteção
O projeto reúne diversos órgãos e instituições, entre eles os Juízos da Infância e da Juventude Protetiva da Capital, a Associação Beneficente dos Amigos do Tribunal de Justiça do Rio (Abaterj), a Defensoria Pública, a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), a Subsecretaria Estadual da Criança e do Adolescente e a Fundação para a Infância e Adolescência (FIA).
A Secretaria Municipal de Assistência Social também reforçou outras ações durante o Carnaval. Agentes estão identificando crianças nos ensaios técnicos e nos dias de desfile com pulseiras, para facilitar a localização em caso de desencontro.
Segundo o subsecretário de Assistência Social, Leo Lupi, a medida busca evitar que crianças se percam em meio ao grande público. A pasta também realizará campanhas de conscientização contra o abuso e a exploração sexual infantil.
“É importante frisar que a infância deve ser protegida o ano todo e no Carnaval também. Porque alegria de verdade só existe quando todo mundo está seguro”, afirmou o subsecretário.
Com a expectativa de milhares de foliões na Sapucaí, as ações reforçam a rede de proteção para garantir que a festa mais famosa do país também seja um espaço seguro para crianças e adolescentes.






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